IMPACTO DO ENFERMEIRO NO CUIDADO À GESTANTE NO SISTEMA PRISIONAL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v4i3.28191Palavras-chave:
Enfermagem. Cuidado Pré-Natal. Gestantes. Prisões.Resumo
Este artigo analisa os desafios que a enfermagem encontra na assistência pré-natal às gestantes que estão privadas de liberdade no sistema prisional brasileiro, enfatizando como as fragilidades estruturais, organizacionais e assistenciais afetam a qualidade do cuidado materno-infantil. A pesquisa teve como finalidade investigar como a enfermagem se envolve no pré-natal de gestantes privadas de liberdade, levando em conta os aspectos éticos, legais e institucionais que permeiam o cuidado à saúde no sistema prisional. É uma revisão integrativa da literatura, com abordagem qualitativa, realizada por meio de um levantamento bibliográfico nas bases SciELO, LILACS, BVS (Biblioteca Virtual em Saúde) e Google Acadêmico, abrangendo publicações entre 2021 e 2025. Para a seleção dos estudos, foram empregados descritores DeCS/MeSH, conectados por operadores booleanos. A análise dos artigos revelou que as maiores dificuldades que os profissionais de enfermagem enfrentam decorrem da precariedade da infraestrutura prisional, da falta de recursos humanos, do acesso limitado aos serviços de saúde e da ausência de protocolos específicos para o atendimento obstétrico no cárcere. Também se notou que a enfermagem desempenha um papel crucial na promoção de um cuidado integral e humanizado, além de garantir os direitos das gestantes que estão privadas de liberdade. Portanto, é fundamental que a assistência pré-natal no sistema prisional seja qualificada por meio do fortalecimento das políticas públicas, da integração com o Sistema Único de Saúde e da capacitação contínua dos profissionais de enfermagem, de modo a minimizar as vulnerabilidades e garantir um cuidado materno-infantil que seja mais seguro e humanizado.
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