ATRIBUIÇÕES E DESAFIOS DO ENFERMEIRO NO ATENDIMENTO EM CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (CAPS I): IMPACTOS NO CUIDADO AO USUÁRIO COM TRANSTORNO DE PERSONALIDADE BORDERLINE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v4i3.28151Resumo
A enfermagem tem um papel significativo na saúde mental, especialmente nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que são serviços fundamentais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e se dedicam a oferecer um cuidado integral e comunitário às pessoas que enfrentam sofrimento psíquico. Nesse contexto, ganha evidência o papel do enfermeiro no acompanhamento de pessoas que apresentam Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), caracterizado por instabilidade emocional, impulsividade, problemas nos relacionamentos interpessoais e alto risco de autolesão. O foco deste trabalho foi investigar de que forma as atribuições e os desafios enfrentados pelo enfermeiro no CAPS I influenciam a qualidade do atendimento prestado aos usuários com Transtorno de Personalidade Borderline. É uma revisão bibliográfica descritiva, com uma abordagem qualitativa, realizada através de buscas na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), nas bases de dados LILACS, MEDLINE e BDENF, bem como no Google Acadêmico. Foram selecionados artigos publicados entre 2020 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol, com acesso completo, que discutissem a atuação da enfermagem em saúde mental, nos CAPS e sobre o Transtorno de Personalidade Borderline. Depois de aplicar os critérios de inclusão e exclusão, 25 estudos foram selecionados para integrar a amostra final. Para a análise dos dados, foi utilizada a técnica de Análise de Conteúdo de Bardin, o que possibilitou a formação de três categorias temáticas: atribuições do enfermeiro no CAPS I; desafios da enfermagem na atenção psicossocial; e estratégias para qualificar a assistência ao usuário com TPB. Os achados mostraram que o enfermeiro realiza funções cruciais no que diz respeito ao acolhimento, à escuta terapêutica, à elaboração do Projeto Terapêutico Singular, à educação em saúde e à articulação da rede de cuidados. No entanto, desafios como carga excessiva de trabalho, limitações na estrutura, falta de recursos, problemas de articulação na rede assistencial e a necessidade de capacitação contínua foram reconhecidos. Conclui-se que a enfermagem é crucial para a oferta de um cuidado integral e humanizado aos usuários com Transtorno de Personalidade Borderline, sendo imprescindível o fortalecimento das políticas públicas, o investimento na formação profissional e a melhoria das condições de trabalho para proporcionar um atendimento de qualidade nos serviços de saúde mental.
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