CONTRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO NO EMPODERAMENTO FEMININO PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA

Autores

  • Ana Fagundes Carneiro Universidade Iguaçu/ UNIG
  • Ana Julia Machado da Costa Universidade Iguaçu/ UNIG
  • Kessia Carlos da Silva Hosken Universidade Iguaçu/ UNIG
  • Fernanda Cardoso Corrêa Póvoa Universidade Iguaçu/ UNIG
  • Wanderson Alves Ribeiro Universidade Iguaçu/ UNIG
  • Daiana Dias Lima Universidade Iguaçu/ UNIG

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v4i01.28115

Palavras-chave:

Violência Obstétrica. Enfermeiro Obstétrico. Cuidado Humanizado. Empoderamento do Paciente.

Resumo

A violência obstétrica representa grave problema de saúde pública, envolvendo práticas abusivas que comprometem a saúde física e emocional das mulheres. O empoderamento feminino destaca-se como estratégia fundamental para o fortalecimento da autonomia e a prevenção dessas situações. Nesse contexto, a enfermagem exerce papel essencial na promoção do cuidado humanizado, acolhimento, educação em saúde e defesa dos direitos reprodutivos durante o ciclo gravídico-puerperal. Objetivou-se analisar a atuação do enfermeiro no empoderamento feminino, identificando violências obstétricas e práticas promotoras do protagonismo gestacional humanizado. Trata-se de revisão bibliográfica que utilizou artigos publicados entre 2020 e 2025, pesquisados nas bases SciELO, LILACS e Google Acadêmico, abordando violência obstétrica, cuidado humanizado, empoderamento feminino e atuação do enfermeiro obstétrico. A violência obstétrica envolve agressões verbais, físicas, negligência e procedimentos realizados sem consentimento, causando impactos emocionais como ansiedade, depressão pós-parto e estresse traumático. Nesse contexto, o enfermeiro desempenha papel fundamental na promoção do parto humanizado, oferecendo acolhimento, escuta ativa, apoio emocional e informações claras à gestante. Além disso, atua na defesa da autonomia feminina, no incentivo ao protagonismo da mulher e na prevenção de práticas abusivas, contribuindo para uma assistência ética, segura, respeitosa e centrada nas necessidades da parturiente durante o ciclo gravídico-puerperal. Conclui-se que a violência obstétrica permanece como um relevante problema de saúde pública, causando impactos físicos, emocionais e psicológicos às mulheres. A promoção do parto humanizado e a atuação da enfermagem, pautada no acolhimento, no respeito à autonomia e na defesa dos direitos, são essenciais para uma assistência segura, ética e humanizada.

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Biografia do Autor

Ana Fagundes Carneiro, Universidade Iguaçu/ UNIG

Acadêmica do curso de graduação em Enfermagem

Ana Julia Machado da Costa, Universidade Iguaçu/ UNIG

Acadêmico  curso  de  graduação  em  Enfermagem

Kessia Carlos da Silva Hosken, Universidade Iguaçu/ UNIG

Acadêmico do curso de graduação em Enfermagem

Fernanda Cardoso Corrêa Póvoa, Universidade Iguaçu/ UNIG

 Enfermeira. Mestre em Educação Em Saúde pela Universidade Federal Fluminense; Docente na Graduação em Enfermagem da Universidade Iguaçu (UNIG)

Wanderson Alves Ribeiro, Universidade Iguaçu/ UNIG

Enfermeiro. Mestre, Doutor e Pós-Doutor em Ciências do Cuidado em Saúde pela Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa da Universidade Federal Fluminense (EEAAC/UFF). Docente do curso de Graduação em Enfermagem. Professor dos cursos de Pós-Graduação Lato Sensu em Enfermagem em Neonatologia e Pediatria; Enfermagem em Obstetrícia; Enfermagem em Emergência e Terapia Intensiva; Fisioterapia em Terapia Intensiva; e Fisioterapia em Neonatologia e Pediatria. Docente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Vigilância em Saúde da Universidade Iguaçu (UNIG)

Daiana Dias Lima, Universidade Iguaçu/ UNIG

Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (2014), na área de Saúde da Mulher, Criança e Adolescente, especialista em Enfermagem Obstétrica pela Universidade Estácio de Sá e graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (2011). Possui ampla experiência como docente nas áreas de Saúde da Mulher, Enfermagem Obstétrica e Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), atuando também na orientação de Trabalhos de Conclusão de Curso e participação em bancas avaliadoras. É coordenadora e orientadora da Liga Acadêmica de Enfermagem em Ginecologia e Obstetrícia (LAEGO) e docente convidada em cursos de pós-graduação em Enfermagem Obstétrica. Além da atuação acadêmica, possui experiência assistencial em serviços de emergência hospitalar e pré-hospitalar. Desenvolve pesquisas nas áreas de Saúde da Mulher, Enfermagem Materno-Infantil, Aleitamento Materno e Relação Pai-Filho, sendo autora e coautora de publicações científicas na área de Enfermagem.

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Publicado

2026-07-07

Como Citar

Fagundes Carneiro, A., Machado da Costa, A. J., Carlos da Silva Hosken, K., Cardoso Corrêa Póvoa, F., Alves Ribeiro, W., & Dias Lima, D. (2026). CONTRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO NO EMPODERAMENTO FEMININO PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 4(01), 1–14. https://doi.org/10.51891/rease.v4i01.28115