REPERCUSSÕES DA ENDOMETRIOSE NA SAÚDE MENTAL, QUALIDADE DE VIDA E DESEMPENHO PROFISSIONAL FEMININO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27814Palavras-chave:
Endometriose. Saúde Mental. Qualidade de Vida. Desempenho Profissional. Saúde da Mulher.Resumo
A endometriose é uma condição inflamatória crônica estrogênio-dependente que afeta significativamente a população feminina em idade reprodutiva. Para além dos sintomas físicos clássicos, como dor pélvica crônica e infertilidade, a patologia reverbera de maneira profunda na esfera psicossocial das pacientes. O objetivo desta revisão integrativa foi analisar as repercussões da endometriose na saúde mental, na qualidade de vida e no desempenho profissional feminino, com base em estudos publicados entre 2020 e 2026. A metodologia seguiu os preceitos da revisão integrativa, com buscas estruturadas nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS. Os resultados apontam uma prevalência alarmante de transtornos de ansiedade e depressão secundários ao manejo do estresse e da dor crônica. A qualidade de vida mostra-se severamente comprometida pela imprevisibilidade dos sintomas e pelo atraso diagnóstico, que perpetua o sofrimento silencioso. No âmbito corporativo, o absenteísmo e o presenteísmo foram frequentemente relatados, decorrentes da fadiga extrema e de crises álgicas no ambiente de trabalho, resultando em barreiras para a progressão na carreira e estigma institucional. Conclui-se que a endometriose transcende a dimensão clínica, exigindo uma abordagem terapêutica estritamente multidisciplinar e a implementação de políticas públicas de saúde e suporte corporativo que acolham a integralidade da saúde da mulher, visando mitigar os impactos psicossociais e econômicos dessa patologia.
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