IURD E REPUBLICANOS: RELIGIÃO, PODER E EXPANSÃO POLÍTICO-ELEITORAL NO BRASIL CONTEMPORÂNEO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.27268Palavras-chave:
IURD. Republicanos. Religião e política. Neopentecostalismo. Direita brasileira.Resumo
Este artigo analisa a atuação político-eleitoral da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) por meio de sua articulação com o partido Republicanos no Brasil contemporâneo. O objetivo é examinar de que modo essa aproximação contribuiu para a expansão institucional da legenda e para a consolidação de uma modalidade específica de presença religiosa na política partidária brasileira. Metodologicamente, trata-se de pesquisa qualitativa, de natureza histórico-analítica e documental, articulada à sistematização de dados eleitorais e à análise discursiva. O corpus reúne dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), informações do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), documentos partidários, obras institucionais da IURD, registros públicos e fontes complementares de contextualização histórica e política. O trabalho dialoga principalmente com Mariano (2005), Oro (2003a; 2003b), Bourdieu (1989; 2007), Foucault (1999), Schmitt (2009) e Mouffe (2015), além de literatura recente sobre religião, política e reconfiguração da direita brasileira. Os resultados apontam crescimento relevante do Republicanos entre 2006 e 2022, expresso no aumento de mandatos legislativos, votos para cargos proporcionais e executivos, filiações e presença municipal. A análise também indica convergência entre mobilização religiosa, organização partidária e repertórios discursivos de antagonismo político, sobretudo no contexto posterior a 2016. Conclui-se que os dados indicam forte associação entre capilaridade religiosa, estrutura partidária e desempenho eleitoral; ainda assim, a relação entre IURD e Republicanos configura construção político-institucional complexa, distante de qualquer controle mecânico ou linear.
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