ILHA AVALIADORA: AVALIAÇÕES EXTERNAS E PERCEPÇÕES DOCENTES EM SÃO LUÍS-MA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27224Palavras-chave:
Avaliações externas. Percepção docente. Políticas de avaliação.Resumo
Este artigo tem como objetivo analisar como professoras do 5º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública da zona rural de São Luís-MA compreendem os impactos das avaliações externas em sua rotina pedagógica. Tendo como referência o conceito de Estado avaliador, formulado por Afonso (2005, 2009, 2013), propôs-se o termo Ilha Avaliadora como metáfora para caracterizar a realidade educacional pesquisada, marcada pela recorrência das políticas de avaliação externa e pela territorialização de suas lógicas de controle no cotidiano escolar. A pesquisa, de abordagem qualitativa, contou com a participação de professoras da escola pesquisada, por meio de entrevistas semiestruturadas como instrumento de coleta de dados. O material coletado foi analisado com base na técnica de análise de conteúdo, possibilitando as seguintes inferências: as avaliações externas têm se constituído como dispositivos que reorganizam o trabalho docente e instauram uma cultura de performatividade permanente (Ball, 2005, 2012), afetam diretamente o planejamento e a autonomia das professoras, e não refletem a realidade ou a qualidade educacional. Além disso, geram nelas um sentimento contínuo de pressão e articulam-se com políticas de bonificação e produtividade que reforçam a responsabilização docente pelo alcance das metas estabelecidas.
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