A RECONFIGURAÇÃO DO ENSINO MÉDIO EM PERNAMBUCO: IMPLICAÇÕES POLÍTICAS, ESTRUTURAIS E O ESVAZIAMENTO PEDAGÓGICO DA EDUCAÇÃO FÍSICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.27143Palavras-chave:
Política Educacional. Currículo. Trabalho Docente. Educação Física.Resumo
Este estudo analisa os impactos decorrentes da implementação do "Novo Ensino Médio" na rede estadual de ensino de Pernambuco, com foco nas repercussões pedagógicas e estruturais sobre o componente curricular de Educação Física. A partir de uma análise documental, discute-se o distanciamento entre as prescrições normativas federais (Lei nº 13.415/2017 – Reforma do ensno médio) e estaduais (Organizador Curricular de Pernambuco de 2021) com a materialidade do cotidiano das escolas de tempo integral. Os resultados revelam que a reforma do ensino médio tendeu ao esvaziamento científico da Educação Física, marcada pela redução de sua carga horária na Formação Geral Básica e pela exclusão total do componente no terceiro ano. Evidencia-se, ainda, um cenário de precarização do trabalho docente, caracterizado pelo “ecletismo” disciplinar e precariedade de infraestrutura escolar. Embora a recente Lei nº 14.945/2024 tente recompor os tempos escolares e restabelecer a obrigatoriedade continuada dos componentes, conclui-se que o modelo preserva a essência neotecnicista da pedagogia das competências. Assim, a Educação Física permanece desafiada a construir estratégias de resistência pedagógica que garantam o acesso democrático aos conhecimentos da cultura corporal.
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