ÓRGÃOS IMPRESSOS, VIDAS SALVAS: A BIOMEDICINA 3D COMO UM NOVO CAMINHO EM TRANSPLANTES
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26918Palavras-chave:
Transplante de Órgãos. Impressão Tridimensional. Tecnologia Biomédica.Resumo
O artigo busca revisar os avanços científicos da bioimpressão 3D na produção de órgãos funcionais, com a finalidade de entender os desafios e perspectivas como alternativa aos transplantes convencionais. Para tal, foi realizada uma revisão narrativa da literatura consultando bases de dados como PubMed, SciELO, LILACS e Google Scholar. Foram incluídos trabalhos publicados entre 2017 e 2025, em português e inglês, excluindo resumos, editoriais e pesquisas fora do escopo. A análise da literatura evidenciou que a bioimpressão 3D desponta como uma alternativa promissora, ao possibilitar a criação de tecidos e órgãos personalizados, reduzindo o risco de rejeição e ampliando as possibilidades terapêuticas. Técnicas como extrusão, jato de tinta e laser assistida têm avançado significativamente. Ademais, a bioimpressão contribui para testes farmacológicos e planejamento cirúrgico, fortalecendo a medicina regenerativa. Contudo, a vascularização inadequada permanece como principal obstáculo técnico, juntamente com questões éticas, regulatórias e econômicas que limitam sua aplicação clínica. Conclui-se que, apesar dos desafios, a bioimpressão 3D oferece perspectivas reais para reduzir as filas de espera por transplantes e minimizar rejeições, representando uma inovação com alto impacto na saúde pública. Investimentos contínuos em pesquisa e políticas públicas são essenciais para viabilizar sua aplicação terapêutica em larga escala.
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