EDUCAÇÃO PARA O COMBATE AO ANALFABETISMO POLÍTICO EM ANGOLA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.26732Palavras-chave:
Analfabetismo político. Educação. Democracia. Angola.Resumo
A qualidade da democracia está diretamente ligada ao nível de consciência política dos seus cidadãos e essa consciência não surge por acaso, mas é construída através da educação. Este artigo analisa o papel da educação no combate ao analfabetismo político como estratégia de defesa e consolidação em Angola. Parte-se da constatação de que muitos cidadãos enfrentam dificuldades na compreensão dos processos políticos, o que limita a sua participação consciente na vida pública e enfraquece o funcionamento democrático. Assim, este estudo procura refletir sobre esta questão. Do ponto de vista metodológico, esta investigação adota uma abordagem qualitativa. Quanto à sua natureza, é básica. Em termos de género, trata-se de um estudo teórico baseado em fontes teóricas e documentais secundárias. Quanto ao seu tipo, é uma investigação exploratória cuja principal técnica de recolha de dados se baseou na revisão bibliográfica. No que diz respeito às técnicas de análise de dados, foi utilizada a análise de conteúdo, permitindo a identificação de interconexões entre educação, consciência política e democracia. Os resultados indicam que o analfabetismo político, mais do que uma limitação individual, constitui um fenómeno estrutural associado a fatores históricos, sociais e educativos que contribuem para o enfraquecimento da participação cidadã e para a manutenção de práticas políticas antidemocráticas. Conclui-se que a educação política, quando incorporada de forma crítica e sistemática, representa um elemento essencial para o fortalecimento da cidadania e a consolidação de uma democracia mais participativa e eficaz.
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