NEOPENTECOSTAIS E O DISCURSO DE ÓDIO CONTRA PESSOAS LGBTQIA+
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.25860Palavras-chave:
Neopentecostalismo. Discurso de ódio. LGBTQIA+. Religião e política.Resumo
O artigo analisa a difusão do discurso de ódio contra pessoas LGBTQIA+ no contexto neopentecostal brasileiro, tomando como referência uma igreja localizada em Belém (PA). A pesquisa tem como objetivo compreender como fiéis percebem indivíduos LGBTQIA+ e a união homoafetiva. O estudo utiliza abordagem qualitativa, fundamentada no materialismo histórico-dialético, articulando pesquisa bibliográfica e entrevistas estruturadas com oito membros atuantes da igreja. Os dados são examinados por meio da análise de conteúdo. Os resultados indicam que os entrevistados associam a homossexualidade ao pecado, à doença e à ameaça à família, reiterando discursos difundidos por lideranças religiosas e parlamentares da Frente Parlamentar Evangélica. Observa-se que tais percepções se sustentam em leituras literais das Escrituras Sagradas e em moralidades pautadas pela heteronormatividade compulsória. As falas revelam a naturalização de práticas discriminatórias, a patologização das identidades LGBTQIA+ e a legitimação da exclusão social. O estudo conclui que a articulação entre religião e política fortalece discursos de ódio, ameaça princípios democráticos e demanda ações educativas que promovam a laicidade do Estado e o respeito à diversidade humana.
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