BARREIRAS TECNOLÓGICAS E ESTRUTURAIS À IMPLEMENTAÇÃO DA TELEMEDICINA EM PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.25511Palavras-chave:
Telemedicina. Saúde digital. Acesso à saúde. Sistemas de saúde. Países em desenvolvimento.Resumo
A telemedicina tem se consolidado como uma importante ferramenta para ampliar o acesso aos serviços de saúde, reduzir desigualdades regionais e otimizar recursos dos sistemas de saúde. Porém, sua implementação ainda enfrenta desafios significativos, especialmente em países de média e baixa renda. Este estudo tem como objetivo analisar, por meio de uma revisão da literatura recente, as principais barreiras tecnológicas, estruturais, organizacionais e sociais relacionadas à implementação da telemedicina nesses contextos, com foco em realidades semelhantes à brasileira. Foram identificadas limitações relacionadas à infraestrutura digital, desigualdade de acesso à tecnologia, ausência de capacitação profissional adequada e lacunas na formação acadêmica em saúde digital. Além disso, aspectos éticos, legais e operacionais também se apresentam como desafios relevantes. Os resultados demonstram que, apesar do grande potencial da telemedicina para melhorar o acesso à assistência em saúde, sua implementação efetiva depende do fortalecimento da infraestrutura tecnológica, da capacitação dos profissionais e da criação de políticas públicas voltadas à inclusão digital. Conclui-se que a superação dessas barreiras é fundamental para consolidar a telemedicina como estratégia de ampliação do acesso à saúde e modernização dos sistemas de saúde em países em desenvolvimento.
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