A INTERFACE CÉREBRO COMPUTADOR NA REABILITAÇÃO DE MEMBROS SUPERIORES
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25502Palavras-chave:
Interface Cérebro-Computador. Reabilitação do Acidente Vascular Cerebral. Extremidade Superior.Resumo
Este artigo teve como objetivo sintetizar as evidências sobre a eficácia da interface cérebro-computador (BCI) na reabilitação da função motora do membro superior em pacientes pós-Acidente Vascular Cerebral (AVC). Trata-se de uma revisão da literatura, baseada em uma busca sistematizada na base de dados fornecida, da qual foram selecionados ensaios clínicos randomizados (RCTs) e revisões sistemáticas, publicados nos últimos 5 anos. Os resultados das principais revisões demonstram que o treinamento com BCI, especialmente quando combinado com a reabilitação convencional ou com estimulação elétrica funcional (FES), promove uma melhora moderada, porém significativa, na função motora do membro superior, com tamanhos de efeito variando entre SMD de 0,42 a 0,73 no curto prazo. As evidências são mais robustas para pacientes na fase subaguda e indicam que a BCI é uma intervenção segura. Conclui-se que a BCI é uma ferramenta promissora e eficaz como adjuvante na neurorreabilitação do membro superior pós-AVC, embora a otimização de protocolos e a identificação de biomarcadores de resposta ainda sejam necessárias para maximizar seus benefícios.
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