INIBIDORES SELETIVOS DA RECAPTAÇÃO DE SEROTONINA: ABORDAGEM CLÍNICA INTEGRADA NO CONTROLE DA ASMA E DEPRESSÃO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25351Palavras-chave:
Adesão terapêutica. Asma. Comorbidade. Depressão. Inibidores seletivos da recaptação de serotonina.Resumo
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por obstrução recorrente do fluxo aéreo. Pacientes asmáticos apresentam maior prevalência de depressão, condição associada ao pior controle da doença, maior frequência de exacerbações e aumento da morbidade. A coexistência dessas condições compartilha mecanismos fisiopatológicos, como a desregulação da serotonina, envolvida tanto na modulação do humor quanto nos processos inflamatórios das vias aéreas. Nesse contexto, os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) emergem como uma possível estratégia terapêutica com potencial impacto positivo nos componentes respiratórios e psíquicos, além de contribuir para a melhora da qualidade de vida dos pacientes. Objetivo: Evidenciar o papel dos Inibidores da Recaptação de Serotonina (ISRS) na abordagem clínica integrada de pacientes com asma e depressão. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada no segundo semestre de 2025, com base na seguinte questão norteadora "Qual o impacto do uso de ISRS no manejo clínico integrado de pacientes com asma e depressão?" e de uma busca nas bases de dados online: “Portal Regional da BVS” e “LILACS”, utilizando-se os descritores em ciências da saúde “asma, depressão e inibidores seletivos da recaptação de serotonina” cadastrados no (DECS). Foram incluídos trabalhos realizados no período entre 2020 e 2025, publicados em inglês, português e espanhol. Excluídos textos incompletos, revisões de literatura e dissertações. Resultados: Os estudos analisados demonstraram que a depressão impacta diretamente o controle da asma, associando-se à maior instabilidade clínica e pior qualidade de vida. Evidenciou-se a participação do sistema serotoninérgico na intersecção fisiopatológica entre as condições, bem como efeitos anti-inflamatórios dos ISRS sobre a resposta Th2 e citocinas pró-inflamatórias. Considerações finais: A depressão associa-se ao pior controle da asma, com maior frequência de exacerbações e impacto negativo na qualidade de vida. A interação entre ambas, mediada pelo sistema serotoninérgico, aponta os ISRS como potenciais adjuvantes no controle inflamatório da asma. Ressalta-se a importância do rastreio sistemático da depressão nesses pacientes e de uma abordagem clínica integrada.
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