DIAGNÓSTICO FITOSSANITÁRIO DA ARBORIZAÇÃO URBANA NO ALTO OESTE POTIGUAR
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.25265Palavras-chave:
Inventário florístico. Fitossanidade vegetal. Estresse hídrico.Resumo
A arborização em regiões de clima semiárido, como o Alto Oeste Potiguar, enfrenta desafios fitossanitários constantes devido às elevadas temperaturas e à escassez hídrica, fatores que atuam como estressores fisiológicos e aumentam a vulnerabilidade das plantas a patógenos e pragas. Diante desse cenário, o presente trabalho objetivou realizar o diagnóstico fitossanitário das espécies arbóreas presentes no IFRN, Campus Pau dos Ferros-RN. A metodologia consistiu em um inventário de 233 indivíduos, selecionados por meio de caminhamentos sistemáticos. A avaliação fitossanitária foi executada via inspeção visual qualitativa, analisando variáveis como integridade da copa, coloração foliar, presença de necroses, sinais de estresse hídrico e ocorrência de pragas ou doenças. Os resultados indicaram que 65,7% da população apresenta bom estado sanitário, concentrada em áreas de manejo intensivo. Contudo, observaram-se problemas significativos em setores periféricos, onde 19,3% dos indivíduos exibem estresse hídrico moderado e 13,7% encontram-se em estado de declínio vegetativo severo. Adicionalmente, registrou-se o comprometimento sanitário em exemplares de Anacardium occidentale L. (1,3%), com sinais claros de ataque de pragas e doenças nos frutos e folhagem. Conclui-se que a setorização do manejo hídrico é o principal determinante das condições fitossanitárias do campus. Recomenda-se a reestruturação do cronograma de irrigação para as áreas negligenciadas e a aplicação de tratamentos fitossanitários específicos para conter a propagação de doenças nas espécies afetadas.
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