EQUIDADE EM ATO NA GESTÃO DO SUS-BH: EDUCAÇÃO PERMANENTE, INTERSECCIONALIDADE E FORMAÇÃO INTERPROFISSIONAL NO PET-SAÚDE EQUIDADE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.25124Palavras-chave:
Educação Permanente. Equidade em Saúde. Interseccionalidade. Educação Interprofissional. Sistema Único de Saúde.Resumo
Este artigo tem como objetivo relatar e analisar a experiência formativa desenvolvida no âmbito do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde – Equidade (PET-Saúde Equidade), iniciativa do Ministério da Saúde realizada em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte e as instituições de ensino superior Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A experiência envolveu estudantes dos cursos de Psicologia, Odontologia, Ciências Sociais, Antropologia, Terapia Ocupacional, Fisioterapia e Direito, inseridos em atividades no nível gerencial da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SUS-BH), com foco na formação interprofissional e na educação permanente em saúde. O percurso metodológico baseou-se em um relato de experiência de natureza qualitativa, estruturado a partir da participação em espaços de gestão, reuniões institucionais e oficinas formativas voltadas aos temas da equidade, incluindo gênero, raça, saúde mental, deficiências, espiritualidade, comunicação não violenta e enfrentamento ao assédio no trabalho. As atividades favoreceram a aproximação entre ensino, serviço e comunidade, possibilitando a construção coletiva de reflexões críticas sobre os processos de trabalho no SUS. Observou-se engajamento significativo dos trabalhadores da gestão, com ampliação da compreensão sobre a implementação ativa da equidade no cotidiano institucional. As oficinas promoveram trocas interprofissionais relevantes, tensionando práticas naturalizadas e estimulando diálogos sobre interseccionalidade e justiça social. Conclui-se que o PET-Saúde Equidade se configura como potente dispositivo formativo para o fortalecimento da educação permanente em saúde e para a qualificação dos processos de trabalho, contribuindo para a construção de práticas mais inclusivas e sensíveis às diversidades no Sistema Único de Saúde.
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