BIOINFORMÁTICA APLICADA NO ENSINO MÉDIO BRASILEIRO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24993Palavras-chave:
Bioinformática. Ensino Médio. Alfabetização Científica. Pensamento Computacional. Modelagem Tridimensional.Resumo
A transição para o século XXI impõe à educação básica brasileira o alinhamento de práticas pedagógicas com inovações tecnológicas, especialmente em áreas abstratas como Genética e Biologia Molecular. A Bioinformática, campo interdisciplinar que integra biologia, computação e estatística, emerge como ferramenta promissora para mitigar barreiras cognitivas, promovendo alfabetização científica e letramento digital por meio de simulações in silico. Esta revisão integrativa da literatura, ancorada na metodologia de Whittemore e Knafl (2005), objetiva mapear estratégias metodológicas e impactos pedagógicos da Bioinformática no Ensino Médio brasileiro. A busca sistemática, realizada em bases como Google Acadêmico e Portal CAPES (2020-2026), resultou em 10 estudos selecionados após triagem rigorosa, excluindo abordagens periféricas ou focadas no ensino superior. Os resultados organizam-se em três eixos: (1) modelação tridimensional de biomoléculas, reduzindo abstração via plataformas como NCBI e OLATCG; (2) transposição didática com metodologias ativas, elevando engajamento discente; (3) hibridização curricular, fomentando pensamento computacional por linguagens como Python e Scratch. Impactos incluem maior compreensão conceitual, motivação e alinhamento com itinerários formativos STEM. Contudo, gargalos infraestruturais, exclusão digital e necessidade de formação docente limitam a escalabilidade. Conclui-se pela urgência de políticas públicas para consolidar a Bioinformática como eixo estruturante, preparando jovens para a era dos dados biológicos.
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