PROCESSOS PSICOSSOCIAIS NA FORMAÇÃO EM PSICOLOGIA: UMA ANÁLISE CRÍTICA HISTÓRICO-CULTURAL SOBRE CONJUGALIDADES NÃO MONONORMATIVAS NA EDUCAÇÃO SUPERIOR
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24936Palavras-chave:
Formação em psicologia. Mononormatividade. Teoria histórico-cultural.Resumo
As transformações contemporâneas nas formas de organização da intimidade tensionam modelos conjugais historicamente naturalizados na formação em Psicologia, sobretudo a centralidade da monogamia como parâmetro implícito de normalidade. Considerando a lacuna existente quanto à problematização sistemática da mononormatividade no âmbito da educação superior, este artigo investiga como os processos psicossociais implicados na formação profissional participam da construção de sentidos sobre conjugalidades não mononormativas. Objetiva-se analisar criticamente a constituição da consciência profissional à luz da teoria histórico-cultural, articulada à crítica da mononormatividade e à perspectiva decolonial. Para tanto, procede-se a estudo teórico de caráter qualitativo, baseado em análise conceitual de obras clássicas e contemporâneas que discutem mediação simbólica, colonialidade do saber e transformações da intimidade. Observa-se que a formação universitária opera como espaço privilegiado de internalização de categorias que estruturam o olhar clínico, podendo tanto reproduzir pressupostos normativos quanto favorecer sua problematização crítica. Conclui-se que o desenvolvimento da consciência profissional depende da explicitação das mediações históricas que sustentam as categorias conjugais ensinadas, ampliando o campo de reconhecimento das pluralidades relacionais contemporâneas.
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