ENERGIA SOLAR COMO INFRAESTRUTURA SOCIOTÉCNICA: GOVERNANÇA INSTITUCIONAL, SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E POLÍTICA FISCAL NA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24833Palavras-chave:
Energia solar fotovoltaica. Gestão da informação. Governança institucional. Incentivos fiscais. Desenvolvimento territorial.Resumo
A energia solar fotovoltaica transcende a dimensão técnica e se consolida como uma infraestrutura sociotécnica estratégica para a eficiência organizacional. Este estudo analisa a implantação de um sistema fotovoltaico em um clube urbano sob uma abordagem multidisciplinar que articula governança, sistemas de informação e gestão do conhecimento. A metodologia integrou análise documental, simulações de viabilidade e quarenta e cinco horas de observação estruturada, confrontando dados técnicos com a dinâmica social da organização. Os resultados indicam que a geração distribuída qualifica a gestão ao promover a dataficação organizacional, convertendo fluxos energéticos em ativos estratégicos para a tomada de decisão. Essa integração aprimora a transparência, reduz assimetrias entre setores e permite o monitoramento granular dos padrões de consumo. Constatou-se que a eficácia dos incentivos fiscais e do marco regulatório (Lei nº 14.300/2022) depende da maturidade dos sistemas de monitoramento digital e de uma governança sólida. Conclui-se que a energia solar opera como uma rede complexa que redefine a relação entre infraestrutura e território, constituindo base essencial para a transição energética e para a consolidação de ambientes urbanos inteligentes e sustentáveis.
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