INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA DESCOBERTA DE NOVOS FÁRMACOS: APLICAÇÕES E PERSPECTIVAS PARA A PESQUISA FARMACÊUTICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24540Palavras-chave:
Inteligência Artificial. Descoberta de Fármacos. Deep Learning. Modelos ADMET.Resumo
A Inteligência Artificial (IA) tem promovido uma transformação significativa na descoberta de novos fármacos, ao permitir a análise de grandes volumes de dados químicos, biológicos e clínicos com maior precisão e rapidez. Técnicas como machine learning, deep learning e redes neurais generativas vêm sendo aplicadas na modelagem QSAR, triagem virtual, predição de toxicidade e geração de moléculas inéditas. Essas abordagens aumentam a eficiência do pipeline farmacêutico, reduzem custos e diminuem falhas nas fases pré-clínicas e clínicas. Modelos de predição ADMET, por exemplo, permitem antecipar problemas farmacocinéticos e toxicológicos, tornando o desenvolvimento mais seguro e sustentável. No contexto brasileiro, especialmente na região Amazônica, a aplicação dessas tecnologias representa uma oportunidade estratégica para integrar biodiversidade e inovação tecnológica. A utilização de IA pode acelerar a prospecção de compostos bioativos derivados de recursos naturais, fortalecendo a pesquisa regional e ampliando a competitividade científica nacional. Entretanto, desafios como infraestrutura computacional, capacitação técnica e integração interdisciplinar ainda precisam ser superados. Conclui-se que a consolidação da IA na pesquisa farmacêutica brasileira depende de investimentos em formação, colaboração institucional e políticas voltadas à bioeconomia sustentável.
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