RESISTÊNCIA ANTIMICROBIANA: DESAFIOS PARA A PRÁTICA FARMACÊUTICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24526Palavras-chave:
Resistência antimicrobiana. Uso racional de antibióticos. Farmacêutico. Stewardship.Resumo
A resistência antimicrobiana (RAM) é um desafio global que compromete a eficácia dos tratamentos infecciosos e aumenta os riscos clínicos e econômicos. Este estudo objetivou avaliar o papel do farmacêutico na promoção do uso racional de antibióticos, especialmente em contextos hospitalares e de atenção primária. Por meio de revisão integrativa da literatura, foram analisados estudos que abordam intervenções farmacêuticas, educação do paciente e participação em programas de gerenciamento do uso de antimicrobianos (antimicrobial stewardship). Os resultados evidenciam que a atuação do farmacêutico, incluindo auditoria de prescrições, orientação ao paciente e monitoramento terapêutico, melhora a adesão às diretrizes clínicas, reduz o uso inadequado de antibióticos e favorece melhores desfechos hospitalares, como menor duração da terapia e redução de mortalidade. No entanto, desafios estruturais, diagnósticos e educacionais ainda limitam a implementação efetiva dessas estratégias, especialmente na atenção primária. Conclui-se que o farmacêutico exerce papel estratégico no enfrentamento da RAM, sendo essencial para promover o uso racional de antimicrobianos, fortalecer a segurança do paciente e reduzir a disseminação de microrganismos resistentes.
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