AVALIAÇÃO DO IMPACTO DOS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (CAPS) NA COBERTURA E NOS INDICADORES EPIDEMIOLÓGICOS DA SAÚDE MENTAL NO BRASIL ENTRE 2015 E 2025
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24525Palavras-chave:
Saúde Mental. Centros de Atenção Psicossocial. Reforma Psiquiátrica. Internações Psiquiátricas. Políticas Públicas.Resumo
A Reforma Psiquiátrica brasileira promoveu a transição do modelo hospitalocêntrico para uma rede comunitária territorializada, tendo os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) como principal dispositivo organizador da atenção à saúde mental. Este estudo teve como objetivo avaliar, de forma integrada e baseada em evidências, a expansão e a distribuição dos CAPS no Brasil entre 2015 e 2025, analisando seu impacto sobre as internações psiquiátricas no Sistema Único de Saúde (SUS), os atendimentos ambulatoriais, as tendências temporais e as desigualdades regionais. Trata-se de estudo ecológico, longitudinal e analítico, com abordagem quantitativa, associado a revisão sistemática da literatura, conforme diretrizes PRISMA. Foram utilizados dados secundários do DATASUS (CNES, SIH-SUS e SIA-SUS), considerando internações por CID-10 F20–F99. Aplicaram-se estatística descritiva, regressão linear para tendência temporal, razão de taxas para desigualdades regionais e correlação de Pearson (p < 0,05). Os resultados indicam associação entre maior cobertura de CAPS e redução das internações psiquiátricas, além de evidências de melhoria na continuidade do cuidado e satisfação dos usuários. Entretanto, persistem desigualdades regionais e fragilidades na articulação com a Atenção Primária à Saúde. Conclui-se que os CAPS apresentam efetividade na consolidação do modelo comunitário, embora sua sustentabilidade dependa de integração sistêmica, financiamento adequado e fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial.
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