ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS EM CHAPADINHA, MARANHÃO: ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS NOTIFICADOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24166Palavras-chave:
Determinantes sociais da saúde. Epidemiologia. Vigilância epidemiológica.Resumo
O presente estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico dos acidentes por animais peçonhentos no município de Chapadinha, Maranhão, no período de 2021 a 2025. Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e transversal, baseado em dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), obtidos por meio do DATASUS/TABNET. Foram analisadas variáveis sociodemográficas e epidemiológicas, como sexo, faixa etária, escolaridade, cor/raça, tipo de animal causador, local anatômico da picada, distribuição temporal dos casos e intervalo entre o acidente e o atendimento em saúde. A análise foi realizada por estatística descritiva, utilizando frequências absolutas e relativas. Os resultados evidenciaram um pico de notificações em 2022, seguido de tendência de declínio nos anos posteriores. Observou-se maior ocorrência entre adultos jovens e de meia-idade, predominantemente do sexo masculino, com baixa escolaridade e pertencentes à cor/raça parda. As picadas acometeram principalmente membros inferiores e superiores, especialmente pés e pernas, associadas a atividades laborais e cotidianas. Destaca-se a elevada proporção de atendimentos realizados nas primeiras três horas após o acidente. Conclui-se que os achados reforçam a importância do fortalecimento da vigilância epidemiológica e da integração de ações preventivas, assistenciais e educativas para reduzir a morbimortalidade associada a esses acidentes no município.
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