PARA ALÉM DO USO INSTRUMENTAL: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, LINGUAGEM E OS LIMITES DO LETRAMENTO DIGITAL NA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24142Palavras-chave:
Inteligência Artificial. Letramento digital. Linguagem. Educação. Formação crítica.Resumo
A expansão da Inteligência Artificial (IA) nos contextos educacionais tem sido frequentemente associada ao fortalecimento do letramento digital e à formação de cidadãos críticos. No entanto, grande parte dessas abordagens permanece ancorada em concepções instrumentais de tecnologia e de letramento, centradas no domínio técnico de ferramentas e na adaptação funcional a ambientes digitais. Este artigo, de natureza teórico-crítica, problematiza tal perspectiva ao sustentar que o letramento digital, tal como vem sendo amplamente concebido, mostra-se insuficiente para responder aos desafios pedagógicos, éticos e formativos colocados pela crescente automação educacional. Fundamentado em autores que compreendem o letramento como prática social, a cultura digital como espaço de disputas simbólicas e a ética da informação como princípio formativo, o texto analisa a Inteligência Artificial como mediação sociotécnica que reconfigura práticas de linguagem, autoria e tomada de decisão pedagógica. Argumenta-se que a formação para o uso crítico da IA exige um deslocamento conceitual do letramento digital instrumental para um letramento digital crítico, capaz de enfrentar os impactos discursivos, políticos e educativos da automação nos processos de ensino e aprendizagem, reafirmando a centralidade da mediação docente e da formação humana na educação contemporânea.
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