UMA ANÁLISE NEUROPSICOLÓGICA DO IMPACTO DAS TELAS DA INFÂNCIA À ADULTIDADE: MODULAÇÃO DO CIRCUITO CINGULADO DOPAMINÉRGICO NO DESENVOLVIMENTO HUMANO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i1.23926Palavras-chave:
Neuropsicologia. Plasticidade Sináptica. Tecnologias Digitais.Resumo
Este artigo tem por objetivo analisar os impactos causados pela exposição excessiva às telas, especificamente na modulação do circuito cingulado-dopaminérgico da infância à adultidade. A metodologia empregada consistiu em uma revisão integrativa da literatura, examinando fontes secundárias e dados de neuroimagem dos últimos quinze anos sobre a neurobiologia do desenvolvimento. Os principais resultados revelam que o superestímulo digital altera fisicamente a arquitetura cerebral via plasticidade sináptica, associando-se à redução da substância branca e atrasos linguísticos na infância, bem como à fragmentação atencional e hiperatividade na adolescência. O mecanismo central identificado é a ativação suprafisiológica de dopamina, que enfraquece o monitoramento executivo do córtex cingulado anterior. Conclui-se que as evidências sugerem que as telas provocam danos estruturais sistêmicos e não apenas comportamentais, consolidando a busca por gratificação imediata. Entretanto, a neuroplasticidade permite a reversão desses danos mediante estratégias de "Depressão de Longo Prazo" (LTD), exigindo a regulação rigorosa do uso digital e o resgate de interações humanas e sensoriais para restaurar o foco profundo e a saúde mental.
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