(R)EXISTIR NO CAMPO: ADOLESCÊNCIA, MICROAGRESSÕES E A CLÍNICA DA PRESENÇA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i1.23804Palavras-chave:
Adolescência LGBTQIA+. Violência simbólica. Clínica da presença. Microagressões. construção da identidade.Resumo
Esse Este artigo discute os efeitos da violência simbólica e das microagressões na constituição psíquica de adolescentes LGBTQIA+, sob a ótica da Gestalt-terapia. Compreendendo o sofrimento como fenômeno de campo — relacional, social e político —, o texto analisa como o ambiente impõe padrões normativos que silenciam, anulam e fragmentam o processo de construção do self. A pressão para a conformidade heteronormativa desencadeia ajustes criativos disfuncionais, que se manifestam em sintomas como culpa, retraimento e autolesão. A clínica é apresentada como espaço de emergência e possibilidade, onde o contato é restaurado e o sujeito pode existir com autenticidade. Escutar sem corrigir, acolher sem traduzir e reconhecer a singularidade de cada vivência são atos clínicos e éticos. O artigo propõe uma escuta engajada, capaz de sustentar a presença e afirmar o direito desses jovens de viverem para além da sobrevivência.
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