EDUCAÇÃO BILÍNGUE E PRESERVAÇÃO CULTURAL: DESAFIOS E PERSPECTIVAS NAS ESCOLAS INDÍGENAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v11i12.23510Palavras-chave:
Línguas indígenas. Educação bilíngue. Povos originários.Resumo
Este artigo tem como objetivo analisar os desafios e perspectivas da preservação das línguas originárias nas comunidades indígenas brasileiras, com foco na educação bilíngue como instrumento de valorização e resistência cultural. A pesquisa, de natureza qualitativa e bibliográfica, fundamenta-se em autores que discutem a diversidade linguística, os direitos indígenas e as políticas públicas educacionais. A perda das línguas indígenas é compreendida como resultado de processos históricos de colonização e assimilação forçada, intensificados pela marginalização sociocultural e pela ausência de políticas linguísticas eficazes. A análise evidencia a importância da formação docente intercultural, da produção de materiais pedagógicos em línguas nativas e da gestão escolar participativa como estratégias fundamentais para fortalecer a educação bilíngue e garantir o direito à identidade linguística dos povos indígenas. Conclui-se que a efetivação dessas ações requer um compromisso ético e político do Estado, aliado à autonomia e ao protagonismo das comunidades indígenas na construção de seus próprios projetos educativos.
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