DISPARIDADES REGIONAIS E ESTABILIDADE TEMPORAL NA MORTALIDADE DE PESSOAS IDOSAS POR DOENÇAS CARDÍACAS HIPERTENSIVAS NO BRASIL ENTRE 2020 E 2023
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v11i12.23509Palavras-chave:
Mortalidade. Doença Cardíaca Hipertensiva. Pessoa Idosa. Disparidades em Saúde.Resumo
No Brasil, as Doenças Cardíacas Hipertensivas (DCH) constituem um importante problema de saúde pública em um cenário de acelerado envelhecimento populacional e, neste contexto, analisar padrões temporais e espaciais desse agravo podem subsidiar políticas públicas mais equitativas e eficazes. Este estudo teve como objetivo analisar as disparidades regionais e a estabilidade temporal das taxas de mortalidade por DCH em pessoas idosas no Brasil, no período de 2020 a 2023. Trata-se de um estudo ecológico exploratório, baseado em dados secundários do sistema SISAP-Idoso. A análise estatística incluiu testes não paramétricos para comparação entre unidades federativas, ano e sexo. Os resultados indicaram estabilidade das taxas médias anuais de mortalidade e desigualdades regionais persistentes. As taxas de mortalidade foram consistentemente mais elevadas entre homens, com diferenças estatisticamente significativas em 2020 e 2023. Conclui-se que a estabilidade da mortalidade por DCH em idosos reflete a persistência de fatores estruturais, possivelmente agravados pela subnotificação durante a pandemia de COVID-19, reforçando a necessidade de políticas voltadas à equidade, ao fortalecimento da Atenção Primária à Saúde e à redução das desigualdades regionais e de gênero.
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