Padronização e Validação da técnica do Limulus Amebocyte Lysate (LAL) Semi-Quantitativa e Quantitativa para o Biofármaco Alfainterferona 2b Humana Recombinante
Resumen
Nos últimos anos, as farmacopéias e principais agências regulatórias para produtos farmacêuticos e biofarmacêuticos exigem cada vez mais em suas monografias a aplicação do método para detecção de endotoxinas bacterianas pelo lisado de amebócitos de Limulus (LAL) no controle de pirogênio de produtos terminados parenterais. O objetivo do presente estudo foi padronizar e validar o ensaio de LAL para o biofármaco alfainterferona 2b humana recombinante, produzido em E. coli. Foram empregados os métodos Gel-Clot e Cinético-Cromogênico (semiquantitativo e quantitativo, respectivamente). Para o método Cinético-Cromogênico, a máxima diluição válida (MDV) foi calculada para cada apresentação com base na concentração do produto e a sensibilidade do teste (3 MUI, MDV: 1:3.888 e 10 MUI, MVD: 1:12.962). Diluições seriadas abaixo da MDV foram avaliadas em triplicata para a verificação dos interferentes, sendo eleitas as diluições de 1:80 e 1:100 que exibiram a melhor recuperação no controle positivo do produto. Para o ensaio Gel-Clot na apresentação de 3 MUI (MDV: 1:17) foi estipulada a diluição de 1:8 para a validação dos testes de rotina. Durante a validação dos ensaios, foi utilizada uma curva-padrão de endotoxina nas concentrações de 0,005 – 50 EU/ml e avaliados o seu coeficiente de correlação (R) e o desvio-padrão relativo. Os critérios de desempenho do método cinético (linearidade, especificidade, exatidão, repetibilidade, reprodutibilidade) foram atendidos de acordo com os parâmetros farmacopéicos e regulatórios (ANVISA e FDA), garantindo desta forma a robustez necessária para que o método de LAL possa ser incluído nos ensaios de rotina do Laboratório de Controle de Qualidade.
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