ESTADO NUTRICIONAL, CONSUMO ALIMENTAR E OCORRÊNCIA DE DIABETES MELLITUS GESTACIONAL E HIPERTENSÃO GESTACIONAL EM GESTANTES ACOMPANHADAS EM AMBULATÓRIO DE NUTRIÇÃO PRÉ-NATAL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30133Palabras clave:
Diabetes mellitus gestacional. Hipertensão gestacional. Estado nutricional. Consumo alimentar. Pré-natal. Nutrição materna.Resumen
Introdução: O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) e a Hipertensão Gestacional (HG) figuram entre as principais complicações da gravidez associados ao aumento da morbimortalidade materna e perinatal. O excesso de peso pré-gestacional, o ganho ponderal inadequado e padrões alimentares desfavoráveis contribuem para o desenvolvimento desfavorável na gravidez e a avaliação nutricional durante o pré-natal constitui importante estratégia para identificar fatores de risco modificáveis. Objetivo: Avaliar o estado nutricional e o consumo alimentar de gestantes acompanhadas em ambulatório de nutrição pré-natal para investigar a relação com a ocorrência de Diabetes Mellitus Gestacional e Hipertensão Gestacional. Métodos: Estudo observacional retrospectivo realizado com 40 gestantes entre 18 e 39 anos acompanhadas no ambulatório de nutrição pré-natal do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/FIOCRUZ), Rio de Janeiro, em 2019. Foram analisadas variáveis sociodemográficas, antropométricas, clínicas e dietéticas obtidas por meio de prontuários e fichas de avaliação nutricional. O estado nutricional pré-gestacional foi avaliado pelo índice de massa corporal (IMC), e o consumo alimentar foi estimado por recordatório alimentar de 24 horas. Foram calculadas prevalências, razões de prevalência e indicadores de adequação do consumo de macro e micronutrientes. Resultados: Observou-se predominância de excesso de peso pré-gestacional segundo IMC médio compatível com sobrepeso. Entre as gestantes com DMG, a prevalência de 87,50% indicou excesso de peso pré-gestacional, enquanto entre aquelas com HG, 83,33%. As razões de prevalência para excesso de peso associadas ao DMG e à HG foram de 1,65 e 1,48, respectivamente. A avaliação dietética revelou elevada incidência para a inadequação nutricional, caracterizada principalmente por baixa ingestão de fibras alimentares, folato, vitamina B12, cálcio, potássio e vitamina D, além de consumo elevado de gordura saturada. Entre as gestantes com HG, a inadequação do consumo de sódio apresentou a maior magnitude de associação com razão de Prevalência, 2,27. Conclusão: Os resultados evidenciam elevada frequência de excesso de peso pré-gestacional e inadequações alimentares entre as gestantes avaliadas. Adicionalmente, observou-se maior ocorrência de DMG e HG entre mulheres com excesso de peso, o que sugere possível contribuição do estado nutricional materno e da qualidade da dieta para o desenvolvimento dessas complicações gestacionais. Os achados reforçam a importância do acompanhamento nutricional durante o pré-natal para monitoramento do estado nutricional e promoção de hábitos alimentares saudáveis.
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