ENTRE LO DIGITAL Y LO ANCESTRAL: UNA REFLEXIÓN BIOÉTICA SOBRE LA ATENCIÓN SANITARIA EN LAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30132

Palabras clave:

Ancestralidad. Quilombolas. Bioética. Tecnología. Salud. Racismo.

Resumen

Las comunidades quilombolas —comunidades afrodescendientes rurales de Brasil, formadas históricamente por personas esclavizadas en resistencia— han desarrollado a lo largo de la historia prácticas de cuidado en salud que incluyen rituales específicos. Se pretende reflexionar, desde una perspectiva bioética, sobre la integración de los saberes ancestrales y las nuevas tecnologías en salud en las comunidades quilombolas, destacando sus prácticas de cuidado culturalmente significativas. Se trata de una investigación teórica y documental sobre la salud de la población quilombola, los saberes ancestrales en los cuidados en salud y el análisis de artículos de la Declaración Universal sobre Bioética y Derechos Humanos de la UNESCO, fundamentales para la construcción de prácticas de salud éticas y culturalmente sensibles. Los principios de la Bioética de Intervención y de la Bioética de Protección orientan las reflexiones bioéticas desarrolladas. Como resultado, se identificó la necesidad de la intersección entre los saberes tradicionales y las tecnologías digitales, a fin de garantizar que las comunidades tengan acceso a innovaciones en salud, incluidos los métodos diagnósticos y los tratamientos modernos, al tiempo que dichos recursos sean adaptados a la realidad cultural local. Resulta fundamental incorporar estrategias de salud digital e innovación en la Atención Primaria de Salud del Sistema Único de Salud (SUS) brasileño, resguardando los saberes ancestrales y favoreciendo la eficacia de los cuidados en salud, mediante un modelo que integre prácticas tradicionales e innovaciones tecnológicas.

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Biografía del autor/a

Andréa Leite Ribeiro, PUCPR - Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Pós-doutora em Bioética pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), doutora em Bioética pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade de Brasília (UnB), mestre em Políticas Sociais e Cidadania pela Universidade Católica do Salvador (UCSAL), com especialização em Saúde Mental pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e em Gestão da Saúde Pública com ênfase em Educação na Saúde pela Universidade Federal de Goiás (UFG). É graduada em Serviço Social. Atualmente, é consultora técnica da Coordenação-Geral de Ações Estratégicas em Pesquisa Clínica (CGAEP) do Decit/SECTI/MS.

Ana Paula Siqueira, Fundação Oswaldo Cruz

Mestre em Políticas Públicas em Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz. Especialista em Gestão de Projetos pelo Centro Universitário Instituto de Educação Superior de Brasília - IESB. É graduada em Administração de Empresas. Pesquisa Saúde e Justiça Social. Saúde da População Quilombola.  Tem experiência na área de Saúde da População Negra e Direitos Humanos.

Raisa Brêda Tôso Sfalsini, Universidade de Lisboa

Mestre em Regulação e Avaliação do Medicamento e Produtos de Saúde pela Universidade de Lisboa, especialista em Vigilância Sanitária pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás) e em Engenharia de Software pelo Centro Universitário de Brasília (CEUB). É graduada em Farmácia pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Atualmente, é consultora técnica da Coordenação-Geral de Ações Estratégicas em Pesquisa (CGAEP), do Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit), da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), do Ministério da Saúde.

Isis Laynne de Oliveira Machado Cunha, PUC

Pós-doutora em Bioética pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), mestre e doutora em Bioética pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade de Brasília (UnB), com especialização em Direito Público pelo Instituto Projeção. É graduada em Direito. Atualmente, é consultora técnica da Coordenação-Geral de Ações Estratégicas em Pesquisa Clínica (CGAEP) do Decit/SECTI/MS e Pesquisadora vinculada ao Programa de Pós-Graduação da Universidade de Brasília (UnB).

Howard Lopes Ribeiro Junior, Universidade Federal do Ceará

Mestre e Doutor em Ciências Médicas pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com Especilização em Informática em Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). É Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Atualmente é Servidor Público Federal do Departamento de Morfologia e Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Patologia na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará.

Publicado

2026-09-04

Cómo citar

Ribeiro, A. L., Siqueira, A. P., Sfalsini, R. B. T., Cunha, I. L. de O. M., & Ribeiro Junior, H. L. (2026). ENTRE LO DIGITAL Y LO ANCESTRAL: UNA REFLEXIÓN BIOÉTICA SOBRE LA ATENCIÓN SANITARIA EN LAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(9), 1–21. https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30132