P-TAU217 COMO BIOMARCADOR SANGUÍNEO NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DA DOENÇA DE ALZHEIMER: UMA REVISÃO DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30082Palabras clave:
Doença de Alzheimer. p-tau217. Biomarcadores Sanguíneos.Resumen
A doença de Alzheimer (DA) é uma enfermidade neurodegenerativa progressiva cuja fisiopatologia envolve, entre outros mecanismos, o acúmulo cerebral de β-amiloide, associado a alterações da proteína tau, sua hiperfosforilação e formação de emaranhados neurofibrilares, contribuindo para a disfunção sináptica e a perda neuronal. Essas alterações podem ocorrer anos antes do surgimento das manifestações clínicas, reforçando a necessidade de estratégias capazes de identificar a doença em estágios iniciais. Nesse contexto, esse artigo buscou avaliar a utilização da proteína tau fosforilada na treonina 217 (p-tau217) como biomarcador sanguíneo na identificação precoce da DA, considerando sua relação com as alterações neuropatológicas e suas possíveis aplicações diagnósticas. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura nas bases PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os descritores “Alzheimer Disease” e “p-tau217”, combinados pelo operador booleano AND. Foram incluídos estudos observacionais e ensaios clínicos controlados publicados entre 2024 e 2026, disponíveis gratuitamente e com texto completo, sendo selecionados 26 estudos. Os resultados indicaram associação entre os níveis plasmáticos de p-tau217 e alterações relacionadas à deposição de β-amiloide e à patologia tau, além de sua aplicação na identificação de alterações pré-clínicas, estratificação de pacientes e acompanhamento longitudinal. Conclui-se que o p-tau217 apresenta potencial para integrar a investigação da DA, embora sua aplicação clínica ainda dependa de maior padronização laboratorial e definição de pontos de corte.
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