MICROBIOTA VAGINAL E SAÚDE GINECOLÓGICA: NOVAS PERSPECTIVAS NA COMPREENSÃO DA VAGINOSE BACTERIANA RECORRENTE

Autores/as

  • Andréia Aguiar Barros Universidade Federal do Acre
  • Ana Carolina Cavalheiro Manarelli FASIPE
  • Caio Ferraz Gomes Barros Universidade CEUMA
  • Gabriella Souza Furriel FMC
  • Isabela Wilxenski de Moraes Unifran
  • Jociene Silva Oliveira IDOMED
  • Pietro Matheus Oliveira Mota Faculdade de Ciências Médicas de Cruzeiro do Sul
  • Thiago Jacobi Pacheco Universidad Interamericana

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29988

Palabras clave:

Microbiota vaginal. Vaginosis bacteriana recurrente. Gardnerella vaginalis. Biofilm. Disbiosis.

Resumen

A vaginose bacteriana (VB) é a causa mais prevalente de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, caracterizada pela disbiose do ecossistema vaginal, com redução de Lactobacillus spp. e proliferação de anaeróbios oportunistas. A alta taxa de recorrência após a antibioticoterapia convencional representa um desafio clínico significativo, comprometendo a qualidade de vida e associando-se a complicações obstétricas e ginecológicas. O objetivo deste estudo foi analisar as novas perspectivas científicas acerca da microbiota vaginal e os fatores determinantes para a recorrência da vaginose bacteriana. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada através das bases PubMed, SciELO e LILACS, cobrindo publicações de 2020 a 2026. A fisiopatologia da VB recorrente envolve a formação de biofilmes polimicrobianos complexos, predominantemente liderados por Gardnerella vaginalis e Fannyhessea vaginae, que conferem resistência aos antimicrobianos e evasão à resposta imune do hospedeiro. Fatores como variabilidade genômica das cepas, perturbações do pH vaginal e comportamentos de risco favorecem a persistência do quadro. Novas abordagens terapêuticas, incluindo o uso de probióticos específicos de espécies de Lactobacillus produtoras de ácido lático e peróxido de hidrogênio, transplante de microbiota vaginal e biofilmes sintéticos associados a acidificantes, mostram-se promissores para restabelecer a eubiose de forma duradoura. Conclui-se que a superação do ciclo de recorrência da VB exige a transição do modelo terapêutico puramente antimicrobiano para estratégias integrativas focadas na restauração do microambiente vaginal e na erradicação dos biofilmes patogênicos.

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Biografía del autor/a

Andréia Aguiar Barros, Universidade Federal do Acre

Médica. Universidade Federal do Acre. Itajaí, Santa Catarina, Brasil.

Ana Carolina Cavalheiro Manarelli, FASIPE

Graduada em Biomedicina. Faculdade de Sinop (FASIPE). Sinop, Mato Grosso, Brasil.

Caio Ferraz Gomes Barros, Universidade CEUMA

Acadêmico de Medicina. Universidade CEUMA - Campus Imperatriz. Imperatriz, Maranhão, Brasil.

Gabriella Souza Furriel, FMC

Acadêmica de Medicina. Faculdade de Medicina de Campos (FMC). Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil.

Isabela Wilxenski de Moraes, Unifran

Médica. Unifran. Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil.

Jociene Silva Oliveira, IDOMED

Acadêmica de Medicina. IDOMED - FMJ. Juazeiro do Norte, Ceará, Brasil.

Pietro Matheus Oliveira Mota, Faculdade de Ciências Médicas de Cruzeiro do Sul

Acadêmico de Medicina. Afya - Faculdade de Ciências Médicas de Cruzeiro do Sul. Cruzeiro do Sul, Acre, Brasil.

Thiago Jacobi Pacheco, Universidad Interamericana

Médico. Universidad Interamericana (UI). Pedro Juan Caballero, Amambay, Paraguai.

 

Publicado

2026-09-01

Cómo citar

Barros, A. A., Manarelli, A. C. C., Barros, C. F. G., Furriel, G. S., Moraes, I. W. de, Oliveira, J. S., … Pacheco, T. J. (2026). MICROBIOTA VAGINAL E SAÚDE GINECOLÓGICA: NOVAS PERSPECTIVAS NA COMPREENSÃO DA VAGINOSE BACTERIANA RECORRENTE. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(9), 1–17. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29988