IMPACTO DA CIRURGIA PLÁSTICA PALPEBRAL NA DINÂMICA DO FILME LACRIMAL E SUPERFÍCIE OCULAR
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29417Palabras clave:
Blefaroplastia. Cirurgia palpebral. Doença do olho seco. Filme lacrimal. Superfície ocular.Resumen
Introdução: A cirurgia plástica palpebral, especialmente a blefaroplastia superior e inferior, havia sido amplamente utilizada para a correção de alterações funcionais e estéticas decorrentes do envelhecimento periocular. Entretanto, os estudos científicos haviam demonstrado que essas intervenções poderiam modificar a anatomia palpebral, a distribuição da lágrima e a estabilidade da superfície ocular. As alterações na posição palpebral, no mecanismo de piscar, na função do músculo orbicular e no contato entre a margem palpebral e o globo ocular haviam sido associadas a mudanças na dinâmica do filme lacrimal, podendo favorecer sintomas de olho seco, instabilidade lacrimal, inflamação da superfície ocular e alterações na qualidade visual. Apesar disso, os efeitos haviam variado conforme a técnica cirúrgica empregada, a preservação das estruturas anatômicas e as condições prévias da superfície ocular dos pacientes. Analisar as evidências científicas disponíveis sobre o impacto da cirurgia plástica palpebral na dinâmica do filme lacrimal e na superfície ocular, avaliando as principais alterações relacionadas à estabilidade lacrimal, sintomas de olho seco e repercussões funcionais após os procedimentos. Metodologia: Foi realizada uma revisão sistemática de literatura baseada nas recomendações do checklist PRISMA, utilizando artigos científicos publicados nos últimos 10 anos nas bases PubMed, Scielo e Web of Science. Foram utilizados os descritores: “Blefaroplastia”, “cirurgia palpebral”, “doença do olho seco”, “filme lacrimal” e “superfície ocular”. Foram incluídos estudos clínicos, revisões e pesquisas relacionadas aos efeitos da cirurgia palpebral sobre a superfície ocular, publicados em português ou inglês. Foram excluídos artigos duplicados, estudos sem relação direta com o tema e publicações sem acesso ao texto completo. Resultados: Os estudos analisados haviam demonstrado que a cirurgia palpebral poderia causar alterações transitórias ou persistentes na homeostase ocular, principalmente pela redução temporária da frequência do piscar, alteração da distribuição da lágrima e comprometimento parcial da função de proteção da pálpebra. A blefaroplastia inferior havia apresentado maior associação com alterações do posicionamento palpebral, enquanto procedimentos superiores poderiam interferir na dinâmica lacrimal pela modificação da abertura ocular e exposição da córnea. Entretanto, técnicas conservadoras haviam reduzido complicações, preservando a anatomia palpebral e favorecendo a recuperação da estabilidade do filme lacrimal. Conclusão: As evidências haviam indicado que a cirurgia plástica palpebral poderia influenciar significativamente a dinâmica do filme lacrimal e a integridade da superfície ocular, principalmente em pacientes predispostos à doença do olho seco. A avaliação pré-operatória adequada e a adoção de técnicas cirúrgicas individualizadas haviam sido fundamentais para minimizar alterações lacrimais e garantir melhores resultados funcionais e estéticos. Os estudos haviam reforçado que a preservação das estruturas palpebrais havia sido essencial para manter a estabilidade ocular e reduzir complicações pós-operatórias.
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