MANEJO CIRÚRGICO DA OBSTRUÇÃO INTESTINAL POR ADERÊNCIAS:CONDUTAS TRADICIONAIS E MINIMAMENTE INVASIVAS

Autores/as

  • João Vitor Ramos Lopes Faculdade de Ciências Médicas de Ipatinga
  • Michelly Fernandes Freitas Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos
  • Vitória Pimenta Arruda Centro Universitário de Valença
  • Samuel da Silva Gomes Hospital Felício Rocho
  • Isabel Andretto de Oliveira Centro Universitário Serra dos Órgãos

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v2i1.29366

Palabras clave:

Obstrução intestinal. Aderências peritoneais. Laparoscopia. Laparotomia. Cirurgia gastrointestinal.

Resumen

Introdução: A obstrução intestinal por aderências representa a principal causa de obstrução do intestino delgado em pacientes submetidos previamente a procedimentos cirúrgicos abdominais, sendo responsável por elevada morbidade, recorrência e custos hospitalares. O processo de formação de aderências decorre da resposta inflamatória e cicatricial do peritônio, podendo resultar em dor abdominal, distensão, vômitos, isquemia intestinal e necessidade de intervenção cirúrgica de urgência. Embora o tratamento conservador seja indicado em casos selecionados, a abordagem cirúrgica permanece essencial diante de sinais de estrangulamento, isquemia ou falha do manejo clínico. Nesse cenário, a comparação entre técnicas tradicionais e minimamente invasivas torna-se relevante para orientar a prática baseada em evidências. Objetivo: Analisar as evidências científicas acerca do manejo cirúrgico da obstrução intestinal por aderências, comparando as condutas convencionais e minimamente invasivas quanto aos desfechos clínicos. Métodos:  Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada mediante busca nas bases de dados PubMed, SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Cochrane Library. Foram selecionados artigos publicados entre 2019 e 2025, nos idiomas português e inglês, além de diretrizes internacionais relacionadas ao manejo da obstrução intestinal por aderências. Os estudos elegíveis foram submetidos à análise qualitativa e descritiva. Resultados: As evidências demonstraram que a laparotomia continua sendo a abordagem de escolha em pacientes com instabilidade hemodinâmica, suspeita de necrose intestinal, perfuração ou distensão abdominal importante. Em contrapartida, a laparoscopia mostrou-se segura e eficaz em casos selecionados, proporcionando menor trauma cirúrgico, redução da dor pós-operatória, menor incidência de infecção do sítio cirúrgico, recuperação mais rápida da função intestinal, redução do tempo de internação e menor formação de novas aderências. Entretanto, sua realização depende da adequada seleção dos pacientes, da experiência da equipe cirúrgica e da disponibilidade de recursos tecnológicos, uma vez que aderências extensas aumentam o risco de lesões intestinais inadvertidas e conversão para cirurgia aberta. Conclusão: O manejo cirúrgico da obstrução intestinal por aderências deve ser individualizado, considerando a gravidade clínica, os achados de imagem e as condições intraoperatórias. A cirurgia minimamente invasiva apresenta vantagens significativas em pacientes criteriosamente selecionados, enquanto a laparotomia permanece indispensável nos casos complexos. A adoção de protocolos assistenciais baseados em evidências contribui para reduzir complicações, recorrências e morbimortalidade, promovendo maior segurança e qualidade na assistência cirúrgica.

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Biografía del autor/a

João Vitor Ramos Lopes, Faculdade de Ciências Médicas de Ipatinga

Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Ipatinga.

Michelly Fernandes Freitas, Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos

Médica pelo Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos e Residente pela Santa Casa de Poços de Caldas.

Vitória Pimenta Arruda, Centro Universitário de Valença

Médica pelo Centro Universitário de Valença e Residente pelo Complexo Hospitalar Santa Rosália.

Samuel da Silva Gomes, Hospital Felício Rocho

Cirurgião Geral pelo Hospital Felício Rocho RQE - 70687.

Isabel Andretto de Oliveira, Centro Universitário Serra dos Órgãos

Médico pelo Centro Universitário Serra dos Órgãos e Residente pelo Hospital Santa Isabel.

Publicado

2026-08-25

Cómo citar

Lopes, J. V. R., Freitas, M. F., Arruda, V. P., Gomes, S. da S., & Oliveira, I. A. de. (2026). MANEJO CIRÚRGICO DA OBSTRUÇÃO INTESTINAL POR ADERÊNCIAS:CONDUTAS TRADICIONAIS E MINIMAMENTE INVASIVAS. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 2(1), 1–3. https://doi.org/10.51891/rease.v2i1.29366