DESAFIOS ENFRENTADOS PELO GESTOR ESCOLAR NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA DE ALUNOS SURDOS

Autores/as

  • Belarmino Carneiro da Silva Neto Christian Business School
  • Rozineide Iraci Pereira da Silva

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29092

Palabras clave:

Inclusão. Libras. Gestão Escolar.

Resumen

Na última década, houve uma atenção significativa à inclusão de jovens com deficiência, visando garantir que tenham acesso a uma qualidade de vida e a uma educação de alta qualidade, direitos que lhes são de direito. Esses direitos são garantidos pelo Artigo 24 da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que reconhece que a educação deve ser acessível e inclusiva, sem discriminação e baseada na igualdade de oportunidades. No entanto, apesar do foco global na inclusão e do grande interesse acadêmico no tema, ainda existe uma grande lacuna entre as políticas, a prática e os resultados. O problema é que não parece haver uma declaração política definitiva que descreva efetivamente o conceito de inclusão para crianças e jovens com deficiência, particularmente alunos surdos e com deficiência auditiva. Grande parte da literatura sobre inclusão carece de um foco conceitual claro e, por vezes, pode ser polarizada, dependendo da perspectiva de formuladores de políticas, administradores e organizações de defesa de direitos. Sem uma estrutura conceitual e prática sólida e baseada em evidências, a prática continuará inconsistente e variável. A diversidade das necessidades dos alunos surdos ou com deficiência auditiva contribui, sem dúvida, para os desafios na identificação de uma estrutura robusta e baseada em evidências para uma inclusão eficaz. A inclusão de jovens surdos ou com deficiência auditiva abrange mais do que simplesmente acessar o currículo e acompanhar seus colegas ouvintes. Vai além de usar uma língua ou modo de comunicação em detrimento de outro ou matricular-se em um ambiente educacional específico. Com muita frequência, as políticas de inclusão para alunos surdos e com deficiência auditiva se concentram em um conjunto de adaptações prescritivas na sala de aula, incluindo níveis de intervenção, tecnologia assistiva, desenvolvimento de Planos Educacionais Individuais e determinação das necessidades de financiamento e apoio com base em avaliações de habilidades funcionais. Embora essas adaptações sejam apropriadas e eficazes, é necessário haver mais evidências de que essas políticas articulem estratégias que atendam às necessidades sociais, emocionais e de bem-estar de jovens surdos e com deficiência auditiva. Por um lado, muitos administradores e formuladores de políticas educacionais defendem que a educação inclusiva é um conceito multifacetado que envolve aspectos como a alocação escolar, o projeto arquitetônico, a pedagogia, adaptações curriculares e do ambiente de aprendizagem, além da avaliação, entre outros. Para alunos surdos ou com deficiência auditiva, essas adaptações podem incluir também tecnologia assistiva, acesso a legendas e intérpretes de língua de sinais, e acústica otimizada das salas de aula. Como educadores de alunos surdos e com deficiência auditiva, precisamos esclarecer as atitudes de governos, diretores escolares, professores e comunidades se quisermos alcançar práticas exemplares em inclusão para jovens surdos e com deficiência auditiva. Precisamos ver liderança em práticas inclusivas em todas as escolas e atitudes positivas dos professores em todos os ambientes de aprendizagem. Só assim veremos a inclusão em seu pleno potencial.

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Biografía del autor/a

Belarmino Carneiro da Silva Neto, Christian Business School

Licenciado em ciências biológicas – FAG. Especialista no Ensino da Biologia – FAG. Mestre em Ecologia – UFRPE. Doutorando em Ciências da Educação pela Christian Business School – CBS.

Rozineide Iraci Pereira da Silva

Orientadora.

Publicado

2026-07-20

Cómo citar

Neto, B. C. da S., & Silva, R. I. P. da. (2026). DESAFIOS ENFRENTADOS PELO GESTOR ESCOLAR NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA DE ALUNOS SURDOS. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(7), 1–9. https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29092