PACIENTE DE ALTO RISCO EM CIRURGIA ABDOMINAL DE URGÊNCIA: PREDITORES DE MORTALIDADE E COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28728Palabras clave:
Laparotomia. Mortalidade Hospitalar. Medição de Risco. Complicações Pós-Operatórias. Sepse.Resumen
A cirurgia abdominal de urgência reúne, em um mesmo doente, instabilidade fisiológica aguda e exiguidade de tempo para otimização, o que a torna um dos cenários de maior morbimortalidade da prática cirúrgica; a mortalidade em trinta dias após laparotomia de urgência situa-se habitualmente entre dez e quinze por cento e atinge cerca de um quinto dos pacientes idosos frágeis. Esta revisão narrativa, crítica e descritiva analisou os preditores de mortalidade e de complicações pós-operatórias no paciente de alto risco submetido à cirurgia abdominal de urgência, bem como as ferramentas de estratificação de risco e suas implicações para a prática. Discutiram-se fatores prognósticos como idade, fragilidade aferida pela Clinical Frailty Scale, sepse, hiperlactatemia, anemia e disfunção renal, e o desempenho comparativo de POSSUM, P-POSSUM, NELA, ACS-NSQIP e SORT, com ênfase na distinção entre discriminação e calibração. Aprofundaram-se o conceito de falência de resgate, a relevância do tempo até o controle do foco infeccioso e a proporcionalidade terapêutica no risco extremo. Conclui-se que a predição isolada é insuficiente: o desfecho depende da calibração local dos escores, da capacidade institucional de reconhecer e tratar complicações e da organização do cuidado perioperatório.
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