MENINGITE BACTERIANA NO BRASIL: UMA DÉCADA DE TENDÊNCIAS EPIDEMIOLÓGICAS, INTERNAÇÕES E MORTALIDADE (2015-2025)
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28662Palabras clave:
Meningite Bacteriana. Epidemiologia. Hospitalização. Mortalidade.Resumen
A meningite bacteriana permanece como uma importante causa de morbidade e mortalidade em todo o mundo, configurando-se como relevante problema de saúde pública devido à sua elevada letalidade e ao potencial de causar sequelas neurológicas permanentes. A análise do perfil epidemiológico da doença é fundamental para subsidiar estratégias de vigilância, prevenção e assistência em saúde. O presente estudo teve como objetivo analisar o perfil das internações e dos óbitos por meningite bacteriana no Brasil, no período de 2015 a 2025, considerando sua distribuição segundo região, sexo, faixa etária e cor/raça. Trata-se de um estudo epidemiológico, ecológico, descritivo e quantitativo, desenvolvido a partir de dados secundários obtidos no Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). No período analisado, foram registradas 40.547 internações por meningite bacteriana. A Região Sudeste concentrou o maior número de internações, com 17.632 casos (43,5%), seguida pelas regiões Sul, com 8.516 (21,0%), Nordeste, com 8.453 (20,8%), Norte, com 3.134 (7,7%) e Centro-Oeste, com 2.812 internações (6,9%). Observou-se predominância do sexo masculino, responsável por 23.211 internações (57,2%), enquanto indivíduos do sexo feminino corresponderam a 17.336 casos (42,8%). As crianças menores de cinco anos representaram o grupo etário mais acometido, totalizando 11.063 internações (27,3%), e a maior frequência ocorreu entre indivíduos pardos (44,0%). No mesmo período, foram registrados 4.126 óbitos, com maior concentração na Região Sudeste (48,0%) e predominância entre adultos de meia-idade e idosos, especialmente na faixa etária de 50 a 59 anos. Os resultados demonstram que a meningite bacteriana permanece associada a elevada carga de morbidade e mortalidade no Brasil, evidenciando importantes diferenças regionais e demográficas. Esses achados reforçam a necessidade de fortalecer as ações de vigilância epidemiológica, ampliar as coberturas vacinais, garantir o diagnóstico precoce e otimizar o acesso ao tratamento oportuno, contribuindo para a redução das internações, dos óbitos e do impacto da doença sobre a população brasileira.
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