O PAPEL DO FARMACÊUTICO NA DESPRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS POTENCIALMENTE INAPROPRIADOS EM IDOSOS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28605Palabras clave:
Polimedicação. Idoso. Desprescrição.Resumen
Introdução: Com o aumento da população idosa, prevalece o uso da polifarmácia, definida pelo uso simultâneo de cinco ou mais medicamentos, elevando consigo os riscos de reações adversas, interações medicamentosas, quedas e internações. Nesse contexto, surge como estratégica a desprescrição para reduzir o uso de medicamentos potencialmente inapropriados, para assim promover maior segurança, destacando a importância do profissional farmacêutico. Objetivo: Analisar as evidências científicas sobre a eficácia das intervenções farmacêuticas no processo de desprescrição de medicamentos potencialmente inapropriados em idosos. Identificar as ferramentas utilizadas e os principais desfechos clínicos alcançados. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática, conduzida conforme as diretrizes PRISMA. Os critérios de inclusão foram artigos originais que abordassem diretamente o tema, disponíveis na íntegra entre 2021 e 2026 incluindo ensaios clínicos e ensaios clínicos randomizados. Os critérios de exclusão foram estudos duplicados, revisão sistemática, relatos de caso isolado, artigos com acesso pago, e publicações que, após leitura completa, não atendiam aos objetivos da presente revisão. Foram utilizados descritores relacionados à desprescrição, polifarmácia, idosos e assistência farmacêutica, combinados por meio dos operadores booleanos “AND” e “OR”, em português e inglês, nas bases de dados Pubmed, BVS, SciELO e Cochrane. Resultados: Dos 3.463 artigos encontrados, 6 atenderam aos critérios de inclusão. Os estudos demonstraram que intervenções lideradas por farmacêuticos reduziram significativamente o uso de medicamentos potencialmente inapropriados, além de diminuir riscos de quedas e melhorar a segurança terapêutica. Ferramentas como Critérios de Beers, STOPP/START e sistemas eletrônicos de apoio à decisão mostraram-se eficazes no processo de revisão. Conclusões: A atuação do farmacêutico mostrou-se essencial para promover o uso racional de medicamentos e contribuir para um tratamento mais seguro, individualizado e eficaz em idosos. Estratégias multidisciplinares e ferramentas estruturadas fortalecem o processo de desprescrição e reduzem os riscos associados à polifarmácia.
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