A IDENTIDADE DOCENTE SOB A LÓGICA DOS DADOS: DA PRÁXIS PEDAGÓGICA À GESTÃO DE SISTEMAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26147Palabras clave:
Datificação. Identidade Docente. Plataformização. Autonomia Pedagógica.Resumen
O presente artigo investiga as profundas reconfigurações na identidade e na rotina do trabalho docente impulsionadas pela plataformização e datificação das redes públicas de ensino. O objetivo central é analisar as tensões entre a autonomia pedagógica e a exigência institucional de gestão de sistemas virtuais corporativos. Metodologicamente, a pesquisa caracteriza-se como um estudo de revisão teórico-bibliográfica de abordagem qualitativa, fundamentado na análise crítica da literatura contemporânea sobre política educacional e tecnologia. O referencial teórico mobiliza as categorias de colonialismo de dados e capitalismo de vigilância para problematizar o fenômeno da governança algorítmica. A síntese das análises evidencia que a centralidade dos painéis de controle (dashboards) impõe um regime de performatividade que burocratiza o ofício, deslocando o professor da condição de autor intelectual de sua práxis para a de operador técnico de métricas. Constata-se, ainda, que o solucionismo tecnológico mascara a exclusão sociodigital sob estatísticas superficiais de engajamento. Conclui-se que é necessário a formulação de diretrizes de soberania digital e o desenvolvimento de uma literacia de dados na formação docente, assegurando que a tecnologia permaneça subordinada ao projeto político-pedagógico.
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