A FUNÇÃO POLÍTICA DA LITERATURA NA EDUCAÇÃO DECOLONIAL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.26083Palabras clave:
Educação decolonial. Literatura. Colonialidade do saber. Interculturalidade. Formação docente.Resumen
Este artigo aborda a função política da literatura no contexto da educação decolonial, partindo da compreensão de que o ensino literário, historicamente orientado por referenciais eurocêntricos, tem contribuído para a reprodução da colonialidade do saber e para a invisibilização de epistemologias plurais. O objetivo do estudo consiste em analisar de que modo a literatura pode atuar como instrumento de conscientização crítica, afirmação identitária e transformação social no âmbito educacional. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, caráter exploratório e orientada pelo método dedutivo, desenvolvida a partir da análise de produções acadêmicas disponíveis nas bases Google Acadêmico e SciELO, publicadas, majoritariamente, entre 2020 e 2026, sem desconsiderar autores clássicos. Os resultados evidenciam que a literatura, quando mobilizada sob uma perspectiva decolonial, ultrapassa sua dimensão estética e assume um papel central na problematização do cânone, na valorização de saberes marginalizados, na promoção da interculturalidade e na construção de processos de (re)existência. Além disso, destacam-se a relevância da literatura infantil na formação inicial dos sujeitos e o papel decisivo da formação docente na implementação de práticas pedagógicas críticas e inclusivas. Conclui-se que a literatura constitui um campo estratégico para a consolidação de uma educação comprometida com a justiça social, a diversidade epistemológica e a emancipação dos sujeitos, exigindo uma reconfiguração das bases teóricas e práticas do ensino de literatura.
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