IR À ESCOLA POR QUÊ? O QUE FAZ A ESCOLA TER SENTIDO PARA JOVENS DA AMAZÔNIA PARAENSE?
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25622Palabras clave:
Sentido da escola. Jovens amazônicos. Amazônia Paraense. Relação com o saber. Ensino Médio.Resumen
O presente artigo constitui uma revisão de literatura sobre os sentidos que jovens atribuem à escola no contexto da Amazônia Paraense. Tem como objetivo realizar uma revisão crítica dessa literatura, articulando o debate nacional sobre o sentido da escola com as especificidades do contexto amazônico paraense. A partir de levantamento bibliográfico sistemático realizado na base SciELO Brasil, que recuperou 21 artigos organizados em quatros eixos analíticos, a saber: a) A escola entre o fio da promessa e a espada da decepção; b) A relação com o saber como chave interpretativa da experiência escolar; c) os ditos e não ditos na literatura da Amazônia Paraense; e d) o sentido entre a obrigação e o pertencimento. Realizamos uma discussão crítica sobre porque jovens vão ou deixam de ir à escola, o que a escola significa para eles e de que modo as condições regionais da Amazônia Paraense agravam ou particularizam a crise de sentido escolar diagnosticada pela literatura. Ancorados na Teoria da Relação com o Saber de Bernard Charlot e na sociologia da juventude de Juarez Dayrell, argumentamos que o sentido da escola não é nem puramente subjetivo nem exclusivamente institucional: ele é construído na interseção entre a história de vida dos jovens, as condições socioeconômicas de suas famílias, a qualidade das relações estabelecidas na escola e as perspectivas de futuro que o território amazônico, marcado por desigualdades socioespaciais agudas, permite ou interdita. Concluímos que a escola tem sentido para os jovens paraenses, mas esse sentido é ambivalente, fraturado e permanentemente ameaçado por uma estrutura educacional que ainda não aprendeu a dialogar com a especificidade das juventudes amazônicas.
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