ENTRE A INCLUSÃO FINANCEIRA E O ENDIVIDAMENTO DA PESSOA IDOSA: O CRÉDITO CONSIGNADO COMO SUBPRODUTO DA INSEGURANÇA SOCIOECONÔMICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.25041Palabras clave:
Inclusão financeira. Endividamento. Crédito Consignado. Campo Econômico.Resumen
O estudo investiga se a promoção da inclusão financeira da população idosa por meio do crédito consignado corresponde a um objetivo efetivo do campo econômico ou se representa apenas um discurso socialmente legitimado e reproduzido pelos próprios agentes desse campo. A perspectiva teórica adotada fundamenta-se na hipervulnerabilidade, no crédito consignado e na concepção sociojurídica da pessoa idosa, articulando-os às categorias de poder simbólico, campo econômico, habitus e doxa. Sob essa ótica, o presente estudo objetiva compreender como o aporte de Pierre Bourdieu e seus demais conceitos estruturantes operam na relação entre a inclusão financeira e o endividamento da pessoa idosa. Como abordagem metodológica, a análise prioriza a integração da pesquisa quantitativa e qualitativa. As técnicas de pesquisa utilizadas foram a bibliográfica e a documental. Constatou-se que tais instituições financeiras parecem instrumentalizar o discurso da inclusão financeira, convertendo-o em uma ferramenta de dominação e convencimento dos hipervulneráveis. Observou-se que as instituições financeiras instrumentalizam o endividamento de idosos para propagar um discurso de inclusão financeira; tal narrativa, na presente pesquisa, encontra respaldo nas categorias de Bourdieu e é corroborada por dados estatísticos e registros midiáticos. Constatou-se que o comprometimento da renda de aposentados e pensionistas converte-se em lucro bancário, reproduzindo a concentração de capital e a desigualdade distributiva.
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