HEMOCROMATOSE HEREDITÁRIA: INVESTIGAÇÃO DO PERFIL DE FERRO E AS COMPLICAÇÕES DA SOBRECARGA EM MÚLTIPLOS ÓRGÃOS

Autores/as

  • Vitória Ellen Alves Freire UNIFACISA
  • Laura de Melo Baccega PUC
  • Isadora Faver de Souza FMP
  • Jordana Clara Fockink AFYA
  • Lucca Batista Rocha de Menezes PUC
  • Lavínia Dartora Faculdade Faminas

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i1.24082

Palabras clave:

Hemocromatose. Sobrecarga de Ferro. Hepcidina. Diagnóstico Precoce e Prognóstico.

Resumen

Introdução: A Hemocromatose Hereditária (HH) foi caracterizada como uma desordem genética do metabolismo férrico, fundamentada na regulação inadequada da hepcidina e frequentemente associada a mutações no gene HFE. A fisiopatologia molecular evidenciou uma absorção intestinal descontrolada, exigindo uma investigação baseada em biomarcadores séricos precisos, onde a saturação de transferrina e a ferritina atuaram como indicadores primários essenciais para a detecção da sobrecarga antes da manifestação de danos teciduais irreversíveis. Objetivo: A presente revisão sistemática teve como objetivo analisar as estratégias de investigação do perfil de ferro na HH e correlacionar os achados diagnósticos com o desenvolvimento de complicações sistêmicas em órgãos-alvo. Metodologia: Realizou-se uma busca bibliográfica baseada no checklist PRISMA nas bases de dados PubMed, Scielo e Web of Science, utilizando os descritores: Hemocromatose, Sobrecarga de Ferro, Hepcidina, Diagnóstico Precoce e Prognóstico. Foram incluídos artigos originais e revisões publicados nos últimos 10 anos, nos idiomas inglês e português, excluindo-se editoriais e estudos duplicados. Resultados: A análise dos estudos indicou que a elevação da saturação de transferrina precedeu consistentemente a hiperferritinemia, consolidando-se como o marcador fenotípico mais sensível. Além disso, observou-se que a identificação precoce das alterações no perfil de ferro preveniu significativamente a progressão para complicações graves, como cirrose hepática e insuficiência cardíaca. Conclusão: Concluiu-se que a investigação sistemática do metabolismo do ferro, fundamentada na compreensão da fisiopatologia e no uso racional de biomarcadores, foi determinante para o manejo clínico eficaz, reduzindo a morbimortalidade associada à doença.

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Biografía del autor/a

Vitória Ellen Alves Freire, UNIFACISA

Médica. UNIFACISA – Centro Universitário, Arapiraca – AL.

Laura de Melo Baccega, PUC

Médica. PUC-Campinas, Campinas – SP.

Isadora Faver de Souza, FMP

Acadêmica de Medicina, Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP), Petrópolis – RJ.

Jordana Clara Fockink, AFYA

Acadêmica de Medicina, Afya Palmas.

Lucca Batista Rocha de Menezes, PUC

Médico, PUC Minas – Betim, Betim – MG.

Lavínia Dartora, Faculdade Faminas

Médica, Faculdade Faminas Muriaé.

Publicado

2026-01-30

Cómo citar

Freire, V. E. A., Baccega, L. de M., Souza, I. F. de, Fockink, J. C., Menezes, L. B. R. de, & Dartora, L. (2026). HEMOCROMATOSE HEREDITÁRIA: INVESTIGAÇÃO DO PERFIL DE FERRO E AS COMPLICAÇÕES DA SOBRECARGA EM MÚLTIPLOS ÓRGÃOS. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(1), 1–9. https://doi.org/10.51891/rease.v12i1.24082