INTEGRAÇÃO MOLECULAR E INOVAÇÃO TERAPÊUTICA: O PAPEL DA TERAPIA GÊNICA NO TRATAMENTO DAS DOENÇAS CARDIOVASCULARES
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24051Palabras clave:
Terapia gênica. Doenças cardiovasculares. Edição genômica. Angiogênese. CRISPR-Cas9.Resumen
A terapia gênica representa uma das mais promissoras inovações biomédicas, permitindo a modulação direta de processos moleculares e celulares por meio da introdução de genes terapêuticos em células somáticas, com potencial para o tratamento de doenças cardiovasculares refratárias às terapias convencionais. Este estudo teve como objetivo revisar e integrar as evidências científicas recentes sobre a aplicação da terapia gênica nas doenças cardiovasculares, abordando seus mecanismos de ação, tipos de vetores e perspectivas clínicas. Foi realizada uma revisão narrativa e integrativa da literatura, com busca de artigos publicados entre 2019 e 2025 nas bases PubMed, Scopus, SciELO, e LILACS, utilizando descritores como “gene therapy”, “cardiovascular diseases” e “CRISPR-Cas9”, combinados por operadores booleanos. Os estudos analisados demonstram avanços significativos em vetores virais e técnicas de edição gênica, como os sistemas CRISPR-Cas9, com destaque para os adenovírus e vetores adenoassociados, que apresentam maior eficiência na entrega gênica e segurança aprimorada. As principais aplicações observadas incluem o tratamento da insuficiência cardíaca, hipertensão arterial e isquemia miocárdica, bem como a prevenção de reestenose e trombose por meio da modulação de genes vasodilatadores e angiogênicos, como SERCA2a, VEGF, FGF e eNOS. Apesar dos resultados experimentais encorajadores, os ensaios clínicos ainda enfrentam limitações quanto à estabilidade da expressão gênica, imunogenicidade e eficácia em larga escala. Conclui-se que a terapia gênica cardiovascular constitui uma fronteira em expansão na medicina de precisão, com potencial para transformar o manejo de diversas cardiopatias. No entanto, sua consolidação clínica depende do aprimoramento dos vetores, da redução de riscos imunológicos e da realização de estudos multicêntricos que validem sua segurança e aplicabilidade terapêutica.
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