CROMOBLASTOMICOSE NA AMAZÔNIA BRASILEIRA: UMA REVISÃO NARRATIVA SOBRE EPIDEMIOLOGIA, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO (2020 2025)
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.23938Palabras clave:
Cromoblastomicose. Fonsecaea pedrosoi. Diagnóstico. Tratamento. Amazônia.Resumen
A cromoblastomicose (CBM) é uma micose subcutânea granulomatosa de caráter crônico, causada pela implantação traumática de fungos melanizados, sendo a Fonsecaea pedrosoi o agente etiológico predominante no Brasil. O país é considerado um dos principais epicentros globais da doença, com alta endemicidade na região amazônica, especialmente no estado do Pará. O objetivo deste trabalho foi realizar uma revisão narrativa da literatura sobre os aspectos morfofisiológicos, epidemiológicos, patogênicos e terapêuticos da CBM. A metodologia consistiu na análise de bases de dados como PubMed, SciELO e CAPES, com ênfase em publicações recentes (2020-2025). Os resultados destacam que a virulência do fungo está atrelada à produção de melanina e à transição para células muriformes, estruturas altamente resistentes à resposta imune. O diagnóstico padrão-ouro permanece o exame micológico direto para visualização de corpos fumagóides, enquanto técnicas moleculares e proteômicas (MALDI-TOF MS) emergem como ferramentas cruciais para a diferenciação de espécies crípticas. No âmbito terapêutico, o Itraconazol e a Terbinafina são os fármacos de eleição, frequentemente associados a métodos físicos. Conclui-se que, devido às altas taxas de recidiva e ao impacto social incapacitante, a CBM deve ser tratada com prioridade nas políticas de saúde pública, sendo urgente o investimento em novas abordagens biotecnológicas e fitoterápicas para o manejo desta doença negligenciada.
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