DO ENTRETENIMENTO AO ENDIVIDAMENTO: REFLEXOS SOBRE O JOGO DO TIGRINHO E O PAPEL DA EDUCAÇÃO FINANCEIRA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i1.22153Palabras clave:
Jogo do tigrinho. Patologia. Endividamento. Educação financeiraResumen
O presente artigo tem como objetivo analisar os reflexos sociais e financeiros decorrentes da expansão dos jogos de azar digitais, com ênfase no Fortune Tiger, amplamente conhecido como Jogo do Tigrinho. O estudo busca compreender de que maneira os mecanismos psicológicos, as estratégias de marketing e a influência das mídias digitais contribuem para o desenvolvimento de comportamentos compulsivos e para o endividamento dos jogadores, sobretudo entre indivíduos pertencentes às classes socioeconômicas de menor poder aquisitivo. De natureza bibliográfica, a pesquisa fundamenta-se em produções acadêmicas, reportagens, relatórios institucionais e legislações recentes, com o propósito de discutir os impactos sociais e econômicos do fenômeno e de analisar o papel da educação financeira crítica enquanto instrumento de prevenção e formação cidadã. Os resultados apontam que o Jogo do Tigrinho atinge, predominantemente, jovens das classes D e E, que destinam parte significativa de seus recursos essenciais às apostas, inserindo-se em um ciclo de perdas financeiras e vulnerabilidade emocional. Constatou-se que a ausência de uma conhecimento financeiro potencializa a adesão a práticas de risco e a crença na ilusão do lucro fácil, amplamente promovida por influenciadores digitais e campanhas publicitárias. Nesse contexto, a educação financeira emerge como ferramenta emancipatória indispensável para o desenvolvimento da consciência, da autonomia e da resistência diante das armadilhas do consumo e das promessas ilusórias de enriquecimento rápido.
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