O PAPEL DA ENFERMAGEM NO TRATAMENTO DA ESQUIZOFRENIA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS NO CUIDADO AO PACIENTE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v11i10.21380Palabras clave:
Enfermagem. Esquizofrenia. Saúde Mental. RAPS. Cuidado Integral.Resumen
A esquizofrenia é um transtorno mental crônico e grave que exige um modelo de tratamento integral, pautado na desinstitucionalização da Reforma Psiquiátrica Brasileira (RPB). Este estudo, uma Revisão Integrativa da Literatura, objetivou analisar a atuação do enfermeiro no cuidado ao paciente com esquizofrenia e identificar as principais intervenções, desafios e perspectivas na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Foram analisados 19 artigos publicados entre 2005 e 2025, utilizando as bases de dados LILACS, SciELO, BDENF e PubMed. Os resultados revelam o papel central e multifacetado do enfermeiro, que, fundamentado na Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e no Plano Terapêutico Singular (PTS), atua como coordenador do cuidado, mediador familiar e agente de reabilitação psicossocial. As intervenções essenciais incluem o monitoramento rigoroso da farmacoterapia (antipsicóticos, clozapina, ECT), a promoção do vínculo terapêutico (acolhimento e escuta ativa) e a psicoeducação contínua para combater o estigma e aliviar a sobrecarga biopsicossocial da família. Os principais desafios da área residem na fragilidade da formação, na insegurança profissional e nas lacunas de implementação do Matricamento na Atenção Primária. Conclui-se que o enfermeiro é o principal agente para a concretização do cuidado humanizado, integral e focado na autonomia, exigindo o investimento em pesquisa e educação permanente para superar as barreiras conceituais e estruturais.
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