VÍNCULOS AFETIVOS, SUBJETIVIDADE E ESCOLARIZAÇÃO DE CRIANÇAS EM ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL: UMA ANÁLISE TEÓRICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29856Palavras-chave:
Acolhimento institucional. Vínculos afetivos. Desenvolvimento infantil. Aprendizagem. Escolarização.Resumo
Este artigo tem como objetivo analisar, à luz da literatura em Psicologia e Educação, como as rupturas de vínculos afetivos vivenciadas por crianças em situação de acolhimento institucional incidem sobre a constituição subjetiva e sobre a relação dessas crianças com a aprendizagem e a escola. Trata-se de uma revisão bibliográfica de natureza teórica, que articula três eixos: o contexto do acolhimento institucional e as rupturas de vínculo dele decorrentes; o vínculo afetivo como fundamento do desenvolvimento, a partir das contribuições de Bowlby, Winnicott e Wallon; e as implicações desses processos para a escolarização. A análise evidencia que vínculo, subjetividade e desenvolvimento são dimensões entrelaçadas, de modo que as rupturas afetivas não se restringem ao plano emocional, mas atravessam a disponibilidade da criança para aprender. Conclui-se que a escola, quando assume intencionalmente uma função de acolhimento e continuidade, pode operar como ambiente de reparação, sustentando novos vínculos e reposicionando a criança diante da aprendizagem.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY