EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL CARDIOPROTETORA PARA PESSOAS IDOSAS: EFEITO NA QUALIDADE DA ALIMENTAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28970Keywords:
Doenças cardiovasculares. Promoção da saúde. Consumo de alimentos.Abstract
No Brasil, as DCNTs são responsáveis pela maioria das mortes, com destaque para as doenças cardiovasculares, especificamente nos idosos. Sabe-se que intervenções de educação em saúde apresentam benefício moderado na redução do risco cardiovascular. Contudo, ainda há carência de evidências sobre os impactos de abordagens específicas voltadas à prevenção primária cardiovascular. O objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos de uma intervenção nutricional educativa cardioprotetora na qualidade da alimentação em idosos que participam de um projeto de extensão universitária em um município do sudoeste de Minas Gerais. Trata-se de um estudo de intervenção, quase-experimental, com delineamento do tipo antes e após a intervenção educativa que consistiu de três reuniões mensais. As ações seguiram o proposto no material “Alimentação Cardioprotetora: Manual de orientações para profissionais de saúde da Atenção Básica”. Para avaliar a qualidade da alimentação, foi aplicado o questionário “Como está a sua alimentação?” com 24 perguntas que avaliam os padrões alimentares a partir dos princípios do Guia Alimentar (2014) para a população brasileira. Com base nos escores obtidos, os participantes foram classificados em grupos: Acima de 41 pontos: Saudável; Entre 31 e 41 pontos: Subótima; Até 31 pontos: Inadequada. A análise estatística foi realizada no software IBM SPSS Statistics 29.0, adotando-se p < 0,05 e IC95%. A amostra foi composta por 20 pessoas idosas (72 ± 5,73 anos), em que se observou predominância do público feminino (n=16; 80%), escolaridade média (n=8; 40%), renda de 1 a 5 salários mínimos (n=14; 70%), viúvos (n=9; 45%), a maioria declarou não ser etilista (n=14; 70%) e realiza atividade física de 2 a 4 vezes por semana (n=8; 40%). Em relação à classificação global do questionário “Como está a sua alimentação?” antes da intervenção, foram identificados 63,9% de participantes com padrão alimentar “saudável (> 41 pontos)” e 36,1% “subótima (≤ 41 pontos)”. Após a intervenção, essa distribuição foi semelhante (65,0% e 35,0%, respectivamente). O único item com diferença estatisticamente significativa na análise antes e depois da intervenção, foi o item “Costumo comprar alimentos em feiras livres ou feiras de rua”, que apresentou aumento de 0,45 pontos (p = 0,033). Conclui-se que alimentação foi considerada saudável ao longo da intervenção educativa cardioprotetora, com impacto na aquisição de alimentos em feiras livres.
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