MICROBIOTA E ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA: DISBIOSE, METABÓLITOS E TERAPIAS EMERGENTES
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28853Keywords:
Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), microbiota. eixo intestino-cérebro. Butirato. neurodegeneração.Abstract
A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa fatal, caracterizada por apresentar uma expectativa de vida média curta e uma importante heterogeneidade fenotípica que não é totalmente explicada por mutações genéticas conhecidas (como C9ORF72 e SOD1). Embora se conheça a relevância dos fatores de risco ambientais, sua relação ainda é limitada. O microbioma intestinal atua como um regulador-chave, influenciando a suscetibilidade e a progressão da doença. Estudos recentes realizados em modelos murinos sugerem que o microbioma intestinal pode exercer efeitos modificadores da doença, tanto protetores quanto destrutivos, por meio do controle da inflamação sistêmica e da produção de metabólitos ativos. O eixo bidirecional intestino-cérebro funciona como um sistema-chave nessa interação, envolvendo a barreira intestinal, o sistema imunológico e o SNC. A modulação da microbiota intestinal (MI) e o estudo do eixo intestino-cérebro representam uma das áreas de pesquisa mais promissoras para compreender a patogênese da ELA e de outras doenças neurodegenerativas, oferecendo novas perspectivas sobre como a composição microbiana impacta a neurodegeneração.
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